As atividades de uma guarda mirim em que adolescentes formam esquadrões, dão ordens de acordo com uma hierarquia, pintam o rosto como militares e usam uniformes com símbolos semelhantes ao do Bope estão causando polêmica em Santa Catarina. A guarda atua em 12 cidades do estado e, legalmente, está registrada como uma escola privada de ensino profissionalizante. Além de ter aulas, as crianças e adolescentes de 11 a 17 anos fazem atividades filantrópicas, como serviços de limpeza urbana.
Na prática, porém, é uma associação de caráter paramilitar, de acordo com o Ministério Público Federal, que entrou com uma ação para suspender as atividades da guarda mirim. Segundo relatos que constam na ação, o "comandante" da guarda, Jonathan Scheuer, 27 anos, determinava que os alunos cortassem o cabelo e jogava água fria nos que demorassem no banho. Exercícios como se aproximar de um botijão de gás vazando integravam as aulas, dizem os relatos. Scheuer nega que os jovens realizassem atividades perigosas. Ele diz que os alunos tinham aulas de primeiros socorros, informática e atendimento ao cliente, entre outras.



