
A partir da zero hora deste domingo, os moradores das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deverão atrasar os relógios em uma hora. Será o fim do horário de verão, que começou no dia 17 de outubro de 2010. Apesar de a adaptação ser menos complicada do que no seu início, o fim do horário de verão também requer atenção especial para quem cuida da saúde.
Segundo Jacob Faintuch, professor médico de clínica geral da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o principal erro dos brasileiros nesse período de mudança é tentar aproveitar a hora "a mais. "A pessoa se acostuma com aquela falsa ideia que a noite é mais longa e, no domingo, já vai ter uma noite normal. E dormir bem na noite de domingo é muito importante para acordar bem na segunda-feira, afirma.
De acordo com o médico, a adaptação ao novo horário costuma levar de três a quatro dias. Para manter o padrão do sono durante esse tempo, ele recomenda fazer atividades físicas moderadas durante o dia, para estimular o cansaço à noite, e evitar a ingestão de comida pesada, café e chá preto.
Economia
O horário especial rendeu ao sistema elétrico brasileiro uma economia de 2.376 megawatts (MW) no horário de pico, que vai das 18 às 21 horas, segundo relatório preliminar divulgado hoje pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A redução representa 4,4% da demanda máxima das três regiões onde o horário especial vigorou. A economia total dessas 18 semanas foi de 0,5% nas três regiões. É o equivalente ao que Curitiba consome por três dias.



