A Santa Casa de São Paulo confirmou no início da noite desta quarta-feira (17) a morte cerebral de um rapaz de 35 anos que foi agredido no domingo (14), logo após a Parada LGBT.
Segundo informações do hospital, a família ainda não havia decidido se doaria os órgãos da vítima.
Segundo a assessoria de imprensa do hospital, ele havia sofrido traumatismo craniano e seu estado de saúde era considerado muito grave.
Um adolescente de 17 anos chegou ao hospital com sinais de agressão e recebeu alta na manhã de terça-feira. Um paciente de 27 anos que sofreu um mal súbito deixou a Santa Casa na noite de segunda-feira (15).
No total, o hospital recebeu 44 pacientes relacionados à Parada Gay. Nove deles ficaram feridos depois da explosão de uma bomba caseira na esquina da Rua Vitória com a Avenida Vieira de Carvalho, no Largo do Arouche, no Centro de São Paulo.
Explosão
Ao menos 22 pessoas teriam ficado feridas e precisaram receber atendimento médico depois da explosão. O levantamento foi feito pelo G1 junto à Secretaria Municipal de Saúde e à assessoria de imprensa da Santa Casa.
Além das pessoas feridas na explosão, outras 36 precisaram de atendimento médico em hospitais, sendo 35 na Santa Casa e uma no Pronto Socorro de Santana, que integra a rede municipal hospitalar. Desta forma, o total de pessoas atendidas que estariam relacionadas ao evento seria de 58, com base nas informações fornecidas pela secretaria de saúde e a Santa Casa.
Segundo a assessoria da secretaria, as equipes do Samu socorreram 13 feridos após a explosão da bomba no Largo do Arouche. Destas, dez foram levadas para o PS da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, duas para o PS do Tatuapé, na Zona Leste da capital, e apenas uma para o Hospital do Servidor Municipal.



