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campos gerais

Hospital de Ponta Grossa fecha UTIs temporariamente

Os três leitos disponíveis da unidade estão ocupados e não há estrutura para novos pacientes

O hospital Bom Jesus, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, que atende a rede pública de saúde, fechou provisoriamente o setor de urgência e emergência para pacientes graves encaminhados pelo sistema Samu e Siate. Os três leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do setor estão ocupados e não há estrutura para novos pacientes.

A situação preocupa o Ministério Público, que ainda nesta semana teve o pedido de liminar, que cobra do governo do estado o aumento de vagas de urgência e emergência na cidade, negado pelo judiciário.

O diretor-técnico do hospital Bom Jesus, Marcelo Ferraz de Freitas, explica que o fechamento é em curto prazo e o setor será reaberto logo que os três pacientes, sendo dois entubados, recebam alta ou consigam transferência. Freitas disse ainda que o fechamento provisório já ocorreu em ocasiões anteriores neste ano, mas que a situação agora é menos grave.

"Estamos com uma parceria, que ainda precisa ser melhorada, com as UTIs do Hospital Regional e do Pronto Socorro Municipal, que podem receber nossos pacientes se houver vagas", explica. Freitas adianta que a liberação pode ocorrer ainda neste final de semana.

Central A Central de Leitos da 3ª Regional de Saúde não foi localizada nesta sexta-feira (25) para comentar o assunto. O promotor da área de saúde, Fuad Faraj, disse que os leitos de urgência e emergência do hospital Bom Jesus, especificamente, são indispensáveis porque o hospital é referência em neurologia. "Se o paciente em estado grave é encaminhado para outro hospital, ele pode não ter as mesmas condições de tratamento", afirmou.

Os três leitos do hospital estão entre os 87 leitos de UTI oferecidos na área abrangida pela 3ª Regional de Saúde, que responde por uma população de 575 mil habitantes. Conforme Faraj, uma ação civil pública com pedido de liminar foi proposta por ele recentemente para o estado aumentar o número de leitos de UTIs neonatais, pediátricas e de adulto nos hospitais do município.

A 3ª Vara Cível, no entanto, indeferiu o pedido alegando que não cabe ao judiciário, mas ao executivo, a definição do número de vagas. O promotor vai recorrer da decisão no Tribunal de Justiça na semana que vem.

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