Santo Antônio da Platina O Consórcio Intermunicipal de Saúde do Norte Pioneiro (Cisnorpi) anunciou nesta semana que não tem mais condições de administrar o Hospital Regional do Norte Pioneiro, em Santo Antônio da Platina, apenas com os R$ 50 mil mensais repassados pela Secretaria de Estado da Sáude (Sesa). O consórcio é responsável pela unidade hospitalar desde junho do ano passado, quando o hospital foi reinaugurado, depois de ficar quatro anos fechado. Com 80 leitos, o hospital tem aproximadamente 3 mil m2 e é considerado um dos mais modernos do interior do estado.
De acordo com a direção do Cisnorpi, a situação é tão grave que se a entidade continuar bancando parte das despesas do hospital pode comprometer as suas próprias finanças. Se não houver acordo, o contrato pode ser recindido e o hospital corre o risco de ser fechado.
A presidente do consórcio, a prefeita de Jacarezinho, Tina Toneti (PT), encaminhou um documento à Sesa expondo a grave situação do hospital. A prefeita alega que a entidade está tirando recursos próprios para pagar despesas do hospital, que somente com folha de funcionários demanda R$ 54 mil. O dinheiro que é repassado pela Sesa não pode ser usado para pagamento do corpo clínico, que representa o maior custo da instituição.
O deputado estadual Mohamed Ali Hanzé, o Mamede (PMDB) também tem cobrado uma ação mais efetiva da Sesa para disponibilizar recursos suficientes ao hospital. "Do jeito que este hospital está funcionando, não atende às necessidades da região. É um hospital moderno, onde foi aplicado muito dinheiro do contribuinte, mas que até agora não correspondeu ao investimento feito", cobra o deputado, que acredita que seriam necessários pelo menos R$ 300 mil mensais para o hospital atender a população. Procurada por telefone pela reportagem, a Secretaria de Saúde do Paraná não deu retorno.



