
O Hospital Universitário (HU) de Londrina está credenciado para fazer transplantes de medula óssea e de pele. A autorização do Ministério da Saúde foi publicada ontem em diário oficial. O Centro de Transplante de Medula Óssea (CTMO) está pronto desde dezembro do ano passado e, finalmente, com o credenciamento, o hospital será o segundo do Paraná habilitado para transplante de medula o primeiro é o Hospital de Clínicas, de Curitiba e terá capacidade para fazer dois procedimentos por mês.O início de funcionamento do CTMO deverá ocorrer no próximo mês, embora já exista uma fila com sete pacientes prontos para o procedimento, segundo a superintendente do HU, Margarida Carvalho. O centro já está equipado e com médicos e enfermeiros treinados. "Dependemos de pactuação com o gestor municipal para o repasse de verbas", diz Margarida. O funcionamento exigirá, segundo ela, um aporte de mais R$ 70 mil a R$ 80 mil/mês. Hoje a prefeitura, que é a gestora plena dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), repassa para o hospital R$ 3,4 milhões.
O teto máximo de verba repassada já foi discutido em outras ocasiões, por ser considerado insuficiente, inclusive com suspensão de alguns serviços, como próteses. "Esperamos não enfrentar esse problema [no caso do repasse de verba para o CTMO], devido à sua especificidade." Cada paciente custará entre R$ 35 mil e R$ 40 mil/mês.
Segundo Margarida Carvalho, em uma primeira fase serão feitos transplantes com as células do próprio paciente. "As células são retiradas, tratadas e reinjetadas", explica. "É um protocolo do Ministério da Saúde que nos primeiros dois anos seja feito esse transplante, para depois passar a ser feito com doadores." A estrutura do CTMO compreende quatro leitos, dois para o transplante e dois que funcionam como hospital dia para o pós-transplante.
O transplante de medula óssea é a única forma de cura para pessoas com leucemias e algumas doenças do sangue. De acordo com dados da secretaria de Estado da Saúde, em 2009 foram realizados 123 transplantes no estado, mas até 30 de junho deste ano já ocorreram 101 transplantes de medula. Segundo o secretário de Estado da Saúde, há algum tempo, para cada dois transplantados, um morria. "Hoje a cura é muito alta e faltam serviços no Brasil", disse.
Já o Centro de Transplantes de Pele também já está credenciado, mas segundo a superintendente do HU, deve começar a funcionar apenas no próximo ano. "Esse é mais complexo, depende da criação de um banco de peles." Segundo informou a coordenadora da Central de Transplantes do Paraná, Schirley Batista, o HU será o primeiro hospital do Paraná a realizar esse tipo de procedimento.



