A revendedora Supergasbras, localizada no bairro Novo Mundo, onde ocorreu a explosão de um botijão de gás no sábado, tinha documentação provisória da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para funcionar, segundo a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de Curitiba.
Peritos do Instituto de Criminalística vão investigar a causa do acidente. Foi a segunda explosão em depósitos de gás na capital em menos de um mês.
O proprietário, identificado pelos vizinhos apenas como Pedro, estava adaptando a distribuidora para conseguir alvará de funcionamento. Era para ser um depósito Classe 3, com capacidade para armazenar 480 botijões de 13 quilos. Foram encontrados no local do acidente 20 botijões P45 e 30 botijões de 13 quilos. Apesar de a quantidade de botijões estar dentro do permitido, eles estavam armazenados de forma inadequada.
A revendedora também estaria funcionando junto a uma oficina mecânica, o que não é permitido pela ANP.
O acidente ocorreu porque o proprietário fazia o reabastecimento dos botijões dentro de um depósito, sem circulação de ar. Pedro tentou apagar o fogo, mas teve 40% do corpo queimado. Ele foi socorrido pelos vizinhos e está internado no Hospital Evangélico.
O botijão queimado foi encontrado com uma rachadura de 15 centímetros. O fogo não atingiu o restante do estoque. "Foi muita sorte, porque tinham dois caminhões cheios estacionados no pátio. Vamos fazer uma reivindicação com os outros moradores, porque não queremos mais este depósito aqui", diz o morador José Luiz Marinho.
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