
O Corpo de Bombeiros precisou de 33 horas para extinguir o incêndio que atingiu a empresa Sul Defensivos Agrícolas, em Araucária, região metropolitana de Curitiba. O fogo começou por volta das 4h30 de domingo (4), em uma máquina secadora de grãos que estava com 200 toneladas de soja. Apesar de funcionários da empresa estarem no prédio no início do incidente, não foram registradas vítimas.
De acordo com os bombeiros, o equipamento atingido tem 10 metros de altura, 15 metros de comprimento, por 8 de largura. Quando as equipes da corporação chegaram ao local, as chamas consumiam o secador de grãos e a primeira providência foi isolar a máquina para que o fogo não atingisse outro equipamento semelhante que estava a uma distância de um metro do incêndio. "Foi um trabalho difícil, porque os equipamentos estavam muito próximos e ligados por meio de esteiras, que poderiam alastrar o fogo", disse o comandante da corporação em Araucária, capitão Fernando Ferreira Machado.
Segundo o capitão, se o fogo atingisse o segundo secador de grãos, o quadro da operação se agravaria, porque este equipamento dá acesso a outras instalações do prédio, que também poderiam ser atingidas pelo incêndio. Apesar de o fogo ter sido isolado, a máquina atingida foi destruída. "A estrutura ficou flambada e contorcida", descreveu o capitão. Entretanto, os Bombeiros conseguiram retirar 100 toneladas da soja que estava no secador em chamas.
Cerca de 20 homens foram destacados para a operação. Dois caminhões com capacidade para 25 mil litros, uma plataforma mecânica e outras quatro viaturas foram usadas nos trabalhos, que consumiram 700 mil litros de água. O fogo só foi completamente extinto por volta das 13h30 desta segunda-feira (5).
Os bombeiros acreditam que o incêndio se iniciou durante o processo de secagem da soja. Isso porque os grãos vão para a máquina com palha. A possibilidade mais provável, na avaliação prévia do capitão, é de que a palha tenha se queimado, fazendo com que os grãos liberassem óleo, que teria alastrado o fogo. As causas da ocorrência só serão reveladas, no entanto, após a conclusão de um laudo técnico.
A empresa agora aguarda a vistoria e a liberação da seguradora para retirar o equipamento danificado do prédio. Um guindaste será usado nessa operação, que contará com apoio do Corpo de Bombeiros.



