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tragédia

Incêndio mata dois no centro de São Paulo

Uma das vítimas caiu de uma janela, e outra teve uma parada cardiorrespiratória; outras três pessoas se feriram

SÃO PAULO - Duas pessoas morreram e outras três ficaram feridas no incêndio em um prédio residencial de oito andares e 70 apartamentos no centro de São Paulo. A avó de uma das vítimas, que mora nas imediações, passou mal e também foi socorrida. Duas crianças, um menino de 4 anos e uma garota de 6 anos, foram levadas ao hospital com intoxicação, mas não correm risco de morte.

Um dos mortos é um homem de 30 anos (o nome não foi divulgado até o fechamento desta edição). Segundo os bombeiros, ele caiu de uma altura de cerca de 25 metros quando tentava deixar seu apartamento, no sétimo andar, agarrando-se a um varal no lado externo. O major Ivanovitch Simões Ribeiro, comandante interino do 2.º Grupamento de Incêndio paulistano, não confirmou a versão de que o homem havia se atirado do prédio, conforme diziam vizinhos. "Ele estava tentando sair’’, disse. A segunda vítima é uma mulher de 43 anos. Ela chegou com vida à Santa Casa de São Paulo, que fica a poucos minutos do local do incêndio, mas não resistiu a uma parada cardiorrespiratória.

O fogo destruiu quase totalmente dois apartamentos do sexto andar e também atingiu parte do pavimento superior. Segundo o major, o fogo começou por volta das 12h20, provavelmente no sexto andar, mas as causas ainda eram desconhecidas. "Somente a perícia poderá dizer como e quando o fogo começou. Mas encontramos extintores no prédio e o sistema de hidrantes estava funcionando normalmente, tanto que nossas equipes o utilizaram’’, afirmou o major. O incêndio mobilizou 20 veículos dos bombeiros e um helicóptero, que desceu no meio da alameda. Parte dos moradores ficou isolada na cobertura do prédio e foi retirada de escada.

O lavrador Júlio César dos Santos Filho, 38 anos, contou que ficou mais de meia hora dentro do apartamento 77, com a filha, a irmã e dois sobrinhos. Segundo ele, ficaram acuados pela fumaça que vinha do sexto andar. Santos Filho disse que só percebeu o início do incêndio quando ouviu gritos dos moradores. "Primeiro, ouvimos uma gritaria vinda da escada. Quando abri a porta, só deu para ver uma fumaça preta, de cheiro forte, entrando no apartamento’’, relatou o lavrador, que não ficou ferido, mora em Suzano (Grande São Paulo) e estava no apartamento da irmã desde sábado.

Uma equipe de engenheiros da prefeitura fez uma vistoria prévia do local, a pedido dos bombeiros, e não encontrou problemas. O prédio foi interditado porque foi necessário desligar a rede elétrica. A prefeitura ofereceu assistência às famílias para a retirada dos pertences e alojamento para quem não tinha para onde ir. Segundo a Subprefeitura da Sé, o prédio não conta com o documento expedido pela prefeitura (auto de verificação de segurança, ou AVS) por ser isento – é uma construção antiga –, mas apresenta condições de segurança. O local só será liberado quando for feita uma vistoria das condições de segurança e a energia elétrica for religada.

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