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Aeroporto

Indefinida 3.ª pista do Afonso Pena

Estudo técnico prevê a desapropriação de 300 propriedades para a ampliação do terminal aéreo. Infraero não tem data para fazer a obra

A casa de Vânia Cecília Gerhard é um das 210 que terão de ser desapropriadas: “Ninguém diz quanto vão pagar”, reclama | Daniel Castellano / Gazeta do Povo
A casa de Vânia Cecília Gerhard é um das 210 que terão de ser desapropriadas: “Ninguém diz quanto vão pagar”, reclama (Foto: Daniel Castellano / Gazeta do Povo)
Veja outras intervenções que estão a caminho |

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Veja outras intervenções que estão a caminho

Assim como a conclusão da Arena da Baixada, a construção da terceira pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, está indefinida. Na última quarta-feira, a comitiva paranaense que se reuniu com o presidente da CBF Ricardo Teixeira, no Rio de Janeiro, garantiu que a obra fica pronta até a Copa de 2014. Mas a Infraero, estatal que administra os aeroportos, evita dar prazos para tirar do papel a obra, prometida há dez anos.

De concreto, por enquanto, só o estudo técnico do governo do Paraná para a desapropriação de uma área de 857 mil metros quadrados. Um acordo de cooperação técnica, assinado em fevereiro com o município e a Infraero, definiu que caberia ao estado fazer o levantamento. A construção da terceira pista vai exigir a declaração de utilidade pública de 300 propriedades particulares, sendo 210 casas e 90 terrenos vazios, afetando a vida de quase mil pessoas.

Com 3,4 mil metros de extensão, a nova pista será 65% maior que a usada atualmente e vai permitir que o aeroporto receba aviões de carga maiores. O projeto também inclui a ampliação do terminal de cargas e um novo estacionamento de veículos, que será duas vezes maior que o atual. O investimento é de R$ 350 milhões, estima o governo.

Prazos

De acordo com o engenheiro da Secretaria de Estado de Transportes Germano Valença, o estudo da área a ser desapropriada deve ficar pronto até setembro. "Vamos alocar recursos no orçamento do ano que vem para a desapropriação e deixar tudo pronto para o próximo governo, que fará a desapropriação de acordo com sua prioridade", explica. Ainda não há estimativa do valor necessário para a desapropriação, que deve ocorrer em 2011. Técnicos estão elaborando um levantamento das propriedades, localizadas no bairro Jardim Suíça, para avaliar quanto será gasto em pagamento às famílias que hoje vivem no local. "Neste momento, as equipes técnicas estão fazendo um levantamento casa por casa", diz um dos coordenadores do grupo de trabalho, Wilson Portes.

Segundo Valença, a área a ser desapropriada representa uma pequena fatia do necessário para a construção da terceira pista do aeroporto. "A maior parte da área necessária já foi desapropriada entre 1987 e 1992", explica. Depois de pronta, a nova pista deve ser uma importante ferramenta logística para o estado. "Vai permitir que aeronaves cargueiras possam decolar rumo aos Estados Unidos e Europa, diretamente, com um maior volume de carga, sem precisar passar por outro aeroporto para abastecer", explica o engenheiro. "Será praticamente um novo aeroporto, com ampliação da área de embarque, desembarque, estacionamento", complementa Portes.

Pelo acordo, a Infraero será a responsável pelas obras da nova pista. Procurada pela reportagem, a estatal afirmou que ainda não há prazo definido para o início da intervenção. "Cada um dos entes envolvidos tem suas responsabilidades e ações a fazer. O governo federal tem interesse, os trabalhos já foram iniciados e os esforços vêm sendo realizados. Estamos todos mobilizados para a construção de uma nova pista e há muita disposição para a conclusão de tudo com a maior brevidade possível", informou a Infraero, via nota da assessoria de imprensa.

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