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Mobilização

Índios Guarani Kaiowá cobram agilidade na demarcação de terras em Mato Grosso do Sul

Cerca de 300 índios da etnia Guarani Kaiowá fizeram ontem (27) uma caminhada no centro da cidade de Dourados, em Mato Grosso do Sul para sensibilizar a população sobre a demarcação da terra indígena na região.

Os latifundiários dizem que a gente é improdutivo, não trabalha, dá prejuízo para o estado, atrapalha o progresso, o que não é verdade, explicou o líder indígena e representante da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI), Anastácio Peralta.

Ele avaliou que o resultado da mobilização foi positivo, apesar de considerar que a imprensa local não costuma dar espaço para os argumentos dos índios na briga contra fazendeiros. Deu pra gente falar um pouco sobre o nosso sentimento, clarear um pouco as coisas para o pessoal de Dourados, que são muito preconceituosos, avaliou.

Segundo Peralta, já existe um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) com o Ministério Público para que a terra seja demarcada. Entretanto, os índios aguardam um estudo sobre a área total onde viveram seus antepassados local chamado por eles de tekohá.

A gente precisa fazer um levantamento sobre onde estavam nossos antepassados. Sabemos que, por enquanto, são 36 áreas. Mas não sabemos se a demarcação deve ser contínua ou não. Precisamos do estudo pra isso, completou Anastácio Peralta.

O relatório indicando os locais ocupados tradicionalmente e o levantamento fundiário da área, deve ser entregue pelos grupos de trabalho criados pela Funai até março do próximo ano.

Em nota divulgada no site da fundação, o presidente da Funai, Márcio Meira, reafirma o compromisso firmado com o Ministério Público de cumprir os prazos, inclusive o de finalizar o processo de demarcação da Terra Indígena Guarani Kaiowá até abril de 2010.

A nota também afirma que os setores produtivos terão seus direitos preservados e que o presidente da Funai está em contato com o governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, para que o processo seja pacífico.

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