Termina hoje o prazo dado pela Justiça Federal do Ceará para que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) se manifeste sobre o pedido do Ministério Público Federal (MPF) de anulação total ou parcial das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O MPF propôs ação civil pública na última quinta-feira depois que estudantes do Colégio Christus, de Fortaleza, receberam uma apostila com 14 questões idênticas às do exame nacional. Ontem, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o ministro da Educação Fernando Haddad descartou a possibilidade de cancelamento do exame, como pede o MPF. Para Haddad, há apenas duas possibilidades em discussão: a anulação das 14 questões que foram apresentadas a alunos do colégio Christus e a reaplicação do exame para esses alunos. O MEC prefere a segunda por considerar que o problema se restringiu "a um grupo pequeno". "Cancelar todo o exame é uma tese estapafúrdia", disse.
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