![Garantir [que não haverá problemas] é uma palavra muito difícil de ser usada. O Enem apenas precisa, como todo e qualquer processo, ser aperfeiçoado.
Malvina Tania Tuttman, presidente do Inep | Valter Campanato/ABr](https://media.gazetadopovo.com.br/2011/05/13cb37452e0a017d7613c4a896567ecd-full.jpg)
Após duas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) marcadas por uma série de problemas, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) recorreu a uma empresa de gestão de riscos, que receberá até R$ 5 milhões, e ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) para evitar imprevistos neste ano. O Inep também instituiu um grupo de operações de logística para monitorar desde a impressão do exame até a aplicação da prova nas salas. A prova do Enem será aplicada nos dias 22 e 23 de outubro.A empresa Módulo Solutions For Governance, Risk and Compliance, contratada por meio de pregão, ficará responsável pelo check-list de 1.276 itens de toda a etapa de produção do exame. Segundo informou o Inep, o valor do serviço pode chegar a R$ 5 milhões. Já o Inmetro, com quem o Inep firmou parceria, atuará com uma equipe para acompanhar o trabalho da gráfica RR Donnelley, a mesma responsável pela impressão do Enem do ano passado. "Todas as medidas estão sendo adotadas no melhor padrão de qualidade para que os riscos sejam mitigados e que a gente tenha capacidade de rastreamento de uma eventual situação de risco", afirmou o diretor de gestão e planejamento do Inep, Denio Menezes.
Os Correios continuarão responsáveis pela distribuição das provas para todo o país, assim como foi mantido o consórcio formado pelo Cespe e pela Cesgranrio para elaboração da prova. De acordo com a presidente do Inep, Malvina Tania Tuttman, o Enem deste ano deverá ter 12 mil locais de prova em 1.599 municípios, totalizando 140 mil salas.
Malvina prevê que o número e inscrições neste ano chegue a 6 milhões. "O Enem deu tão certo que temos cada vez mais adesões de instituições. Se não desse certo, não teríamos quase 4,6 milhões de participantes", disse. No ano passado, o exame foi marcado por falhas de encadernação na prova amarela e pela troca de cabeçalho no cartão resposta, o que levou muitos estudantes a se confundirem no preenchimento do gabarito e solicitarem a correção invertida. Em 2009, a prova vazou.
Restrições
Durante os dois dias de prova, os estudantes não poderão usar lápis, lapiseira nem borracha. O uso de relógio também será proibido cada sala deverá contar com um marcador de tempo. Os estudantes terão os aparelhos de celular guardados em um porta-objeto lacrado ao entrar nas 140 mil salas de aplicação do exame.
O edital deste ano não prevê aos inscritos o direito a pedido de revisão ou de vista das provas.



