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Crime bárbaro

Inglesa de 17 anos é esquartejada em Goiás

Cara Marie Burke estava no Brasil desde maio | Reuters
Cara Marie Burke estava no Brasil desde maio (Foto: Reuters)

Goiânia - Uma adolescente inglesa que estava no Brasil desde maio foi morta e esquartejada em Goiânia. Parte do corpo foi encontrada na segunda-feira em uma mala na margem de um rio na capital goiana. Equipes do Corpo de Bombeiros, com cães farejadores, procuram a cabeça e os membros em Bonfinópolis, a 33 km de Goiânia.

O acusado pela morte de Cara Marie Burke, de 17 anos, é o goiano Mohammed Dali Carvalho dos Santos, 20. Ele foi preso ontem e, segundo a Polícia Civil, confessou o crime. Mohammed e Cara se conheceram em Londres, onde mora a mãe dele. Uma brasileira amiga da adolescente diz que o acusado ofereceu e pagou a viagem da inglesa ao país.

O crime foi denunciado depois que uma amiga brasileira de Cara assistiu, em Londres, a uma reportagem da TV Record Internacional sobre o pedaço de corpo encontrado. Na imagem, ela reconheceu uma tatuagem da inglesa.

Segundo a Polícia Civil, Cara foi morta a facadas no sábado depois que Mohammed a levou ao apartamento onde ele vivia. Ainda de acordo com a polícia, o rapaz deixou o corpo no banheiro, foi a uma festa e esquartejou o cadáver no domingo. A polícia diz que o acusado fotografou partes do cadáver com o celular após o crime.

Policiais dizem que o crime foi passional – o rapaz sentiria ciúme da jovem, que pretendia voltar para a Inglaterra. Mohammed, porém, declarou, segundo a Polícia Civil, que cometeu o crime porque Cara ameaçava delatar o envolvimento dele com drogas.

O delegado Jorge Moreira, da Delegacia de Homicídios, afirmou que o acusado era um "pequeno traficante’’. A polícia diz ter encontrado drogas no apartamento dele.

Em contato com representantes do governo de Goiás, a família da jovem inglesa disse não ter dinheiro para vir ao Brasil acompanhar o caso. Os parentes vão pedir ajuda aos governos dos dois países para fazer o traslado do corpo.

Segundo a polícia, um amigo do suspeito deve ser indiciado como co-autor por ter ajudado a ocultar o cadáver. Ele já foi identificado, mas não foi preso.

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