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Tráfico e homicídios

Inocentado no caso Ana Cláudia Caron, suspeito volta a ser preso

Delegado Messias e os detidos: terror no Pilarzinho | João Varella/Gazeta do Povo
Delegado Messias e os detidos: terror no Pilarzinho (Foto: João Varella/Gazeta do Povo)

Inocentado da acusação de ter matado a universitária Ana Cláudia Caron, de 18 anos, em agosto de 2007, Weryckson Ricardo Pontes, 21, voltou a ser preso ontem. Ele e Michel Afonso Machado, de 27 anos, são acusados de participar de uma quadrilha de traficantes apontada pela polícia como responsável por três homicídios ocorridos na quinta-feira – entre eles, o assassinato do dono de uma videolocadora, Lucas Ângelo Menolli, 24.

Segundo o delegado Messias Antônio da Rosa, a quadrilha é comandada por um traficante conhecido como Marcelo e seu braço-direito, chamado Osvaldo e conhecido pelo apelido de Bicudo. Ambos estão foragidos.

O dono da locadora teria sido um dos colaboradores da quadrilha. "O Lucas começou a crescer dentro de quadrilha e a ficar sabendo demais. O Marcelo mandou matá-lo", afirma o delegado. Após alimentar as bocas-de-fumo da região, já na madrugada de quinta-feira, Menolli foi morto com quatro tiros de pistola calibre 380 dentro do carro de seu sogro, um Classe A 190.

O corpo foi encontrado em Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba, na manhã de quinta-feira. Pontes confirma ter ido vender drogas com Menolli, mas nega tê-lo assassinado. Uma pistola calibre 380 com numeração apagada foi apreendida no local onde Pontes foi preso.

Também na quinta-feira, William Leite, de 21 anos, e o promotor de vendas Adriano Rodrigues da Cunha, 17, foram assassinados no Pilarzinho. O crime se deu em frente à casa de Cunha, na Rua Antônio Petruziello, às 21 horas. Pela posição em que os corpos foram encontrados, a polícia estima que os assassinos mandaram a dupla deitar. Cada um levou um tiro na cabeça.

Segundo a PM, moradores relataram ter visto três bandidos correndo logo após o crime por uma quadra e depois entrar em um veículo. A irmã de Cunha contou que ele havia recebido ameaças pelo telefone no início do mês. O promotor de vendas deixa um filho de 3 anos que mora em Campo Mourão, Centro-Oeste paranaense, com a mãe. Os parentes de Cunha negam que ele tivesse envolvimento com o tráfico de drogas.

Caso Caron

Pontes, o único adulto indiciado como autor do homicídio de Ana Cláudia Caron, foi absolvido pela Justiça no dia 21 de janeiro deste ano. O Ministério Público não recorreu da decisão por entender que não havia provas contra ele. Pontes, na época do crime com 19 anos, chegou a ficar 14 meses preso.

O assassinato ganhou repercussão nacional. Ana Cláudia foi levada por dois homens armados quando estacionava o carro perto de uma academia, no Centro de Curitiba, no dia 21 de agosto de 2007. O corpo dela foi encontrado queimado dois dias depois na Rodovia dos Minérios. Ana Cláudia cursava o primeiro ano de Educação Física, na Universidade Federal do Paraná.

No fim da mesma semana, Pontes e Ângela Ferraz da Silva, que tinha 22 anos na época do crime, foram presos e dois adolescentes foram detidos, todos acusados de envolvimento na morte. Pontes foi apontado por um dos menores, que tinha 17 anos na época, como mandante. A única prova que a polícia tinha para incriminá-lo era o depoimento do menor. Pontes, que já admitiu ser traficante, nega ter tomado parte no assassinato de Ana Cláudia.

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