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Crise aérea

Jornalista da Gazeta do Povo é ameaçada de prisão

Curitiba – A Polícia Federal tentou impedir ontem que a jornalista Cláudia Belfort, editora-chefe da Gazeta do Povo, tirasse fotos da confusão que se estabeleceu na sala de embarque do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O policial Arlindo Fernando a ameaçou de prisão e alegou ser proibida a presença de repórteres fotográficos no local.

Mesmo depois da identificação como jornalista profissional, Fernando insistia em que ela não retratasse a situação. Ao perguntar o nome dele, mesmo sendo um funcionário público, o policial se negou a responder e depois disse ser "Luiz Inácio Lula da Silva".

Outros passageiros que gravavam imagens com câmeras caseiras e tiravam fotos com telefones celulares da superpopulação dentro da sala de embarque, das filas na lanchonete, da falta de acomodações e brigas entre os passageiros e com funcionários das companhias aéreas. A câmera profissional de Cláudia, no entanto, era a única com restrições.

Ao perguntar ao policial porque a diferença de abordagem, Fernando disse que essa era uma regra da Infraero e perguntou, "você já viu a publicação de fotos de celulares?". O policial fez questão de pedir desculpas depois que a jornalista descobriu o nome dele. De acordo com a assessoria de imprensa da Infraero, responsável pela administração dos aeroportos, a proibição de tirar fotos e fazer filmagens faz parte das normas internas de segurança dos aeroportos.

A empresa também diz desconhecer porque no Aeroporto de Congonhas outros registros são permitidos. A reportagem não conseguiu contato com os representantes da Infraero em Congonhas.

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