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religião

Jovens aderem a movimento que defende sexo após o matrimônio

Adolescentes da região Oeste do Paraná, passam o carnaval reunidos em seminário que, no Twitter, já tem mais de 90 mil seguidores

Uma mobilização nacional que defende a iniciação sexual junto como o matrimônio ganha força e adeptos no Brasil e no exterior. Criada pelo pastor Nelson Junior, de Vitória (ES), o movimento em nove meses atraiu mais de 90 mil seguidores no Twitter e outros 300 mil no Facebook. O EEE (Eu Escolhi Esperar) também se transformou em um dos seminários mais requisitados no Brasil.

Neste feriado de carnaval, por exemplo, cerca de 400 jovens e adolescentes de diferentes cidades do Paraná estão participando do seminário EEE na Comunidade Vida Feliz, uma igreja evangélica de Cascavel, no Oeste do estado. As palestras são ministradas pelo idealizador do movimento.

Para o pastor Junior, a sociedade contemporânea deturpou o sexo, ao explorar de forma abusada a sensualidade e criou um conceito errado sobre liberdade. "Na faculdade, por exemplo, se o jovem disser que é virgem, torna-se motivo de deboche", afirma. Segundo ele, esperar o casamento para ter a primeira experiência sexual também é liberdade. O resultado da exploração da sensualidade, na opinião de Junior, é o desenvolvimento precoce da sexualidade. Ele afirma que muitas crianças não só se interessam pelo assunto, como também estão praticando. "Muito se fala sobre a pedofilia, adultos que abusam de crianças, mas há casos de crianças que abusam de crianças", declara. O seminário Eu Escolhi Esperar, no entanto, não atrai apenas os jovens. Muitos pais participam e incentivam os filhos a aderir ao movimento. É o caso do vendedor João Ricardo Marani, 51 anos, que, acompanhado da esposa, participou das palestras ao lado da filha Amanda, de 16 anos. "Os filhos se espelham nos pais, então temos que ser exemplos", observa.

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