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meio ambiente

Juntos em prol do Rio Iguaçu

RPC lança oficialmente hoje, em Curitiba, o projeto Águas do Amanhã, que pretende mobilizar a sociedade paranaense para salvar o principal rio do estado

Em 2008, reportagem da Gazeta do Povo percorreu o Iguaçu e flagrou, entre Araucária e Balsa Nova, vários locais em que o lixo era jogado no rio | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Em 2008, reportagem da Gazeta do Povo percorreu o Iguaçu e flagrou, entre Araucária e Balsa Nova, vários locais em que o lixo era jogado no rio (Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)

O Rio Iguaçu – o mais importante curso fluvial do Paraná, que atravessa o estado de leste a oeste, gera cerca de 7% de toda a energia elétrica produzida no Brasil e ainda abastece diversas cidades paranaenses – está ganhando um aliado de peso no combate à poluição de suas águas. Hoje, a partir das 16h30, no palco do Teatro HSBC, em Curitiba, ocorre o lançamento oficial do Águas do Amanhã, um programa de ações cujo foco principal é a despoluição da bacia do Alto Iguaçu, na região da capital paranaense, onde ficam as nascentes do rio. O projeto é uma realização da Rede Paranaense de Comunicação (RPC), através do Instituto RPC e do Lupaluna Ambiental, e tem o apoio da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Agência Nacional de Águas (ANA).

No evento de hoje (somente para convidados), além da apresentação do projeto, haverá a formalização de um conselho técnico, constituído por representantes de diversos setores da sociedade, e a assinatura de um convênio técnico-científico entre o Instituo RPC e a UFPR. Entre as várias autoridades presentes estarão os secretários de Estado e municipal do Meio Ambiente, Jorge Callado e José Andreguetto, respectivamente.

Poluição

O mesmo Iguaçu capaz de produzir espetáculos da natureza, como as cataratas, também sofre com a poluição, principalmente na região de Curitiba. Nessa área, conhecida como bacia do Alto Iguaçu, ficam as nascentes do rio, de onde se tira boa parte da água que os curitibanos bebem. Principalmente por conta do adensamento populacional, o Iguaçu se transforma em um rio praticamente morto ao atravessar a capital paranaense: trata-se de um dos rios mais poluídos do Brasil, segundo relatório da ANA.

Mudar esse panorama é justamente o desafio do Águas do Amanhã, que pretende sensibilizar e mobilizar a sociedade paranaense na busca por soluções conjuntas em prol do rio. "Segu­ramente, uma população mais bem informada é uma forte aliada na solução destes problemas. Ela poderá cobrar mais das autoridades, avaliar melhor as propostas dos candidatos a cargos políticos, contribuir fazendo as ligações corretas de suas casas na rede de esgoto, bem como diminuir a produção de lixo", argumenta o engenheiro ambiental Eduardo Felga Gobbi, professor da UFPR e coordenador técnico do projeto, juntamente com o biólogo e consultor da Orga­nização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) para o Brasil José Roberto Borghetti.

Além da produção de conteúdo jornalístico e de campanhas de marketing, o projeto contempla uma ampla discussão técnica em busca de soluções conjuntas para despoluir o rio e gerenciar melhor nossos recursos hídricos.

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Para conhecer a iniciativa e acessar o material jornalístico especial sobre o tema, acesse o site oficial do projeto: www.aguasdoamanha.com.br

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