Os três estudantes de medicina presos por suspeita de racismo, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, foram soltos na noite de sábado (12), horas depois de serem detidos, após pagarem fiança. Os jovens - de 19, 20 e 21 anos - foram flagrados agredindo um homem negro de 55 anos que andava na rua.
Segundo o advogado Carlos Roberto Mancini, que defende os rapazes, a alegação para a libertação foi de que não houve crime de racismo, o que foi aceito pelo juiz Ricardo Montserrat, que atua na Vara da Família e assinou a liberação sob fiança. O advogado não informou o valor pago.
Ele também não soube dizer se o caso passa agora a ser tratado apenas como agressão, já que o crime de racismo enquadrado pelo delegado que lavrou o flagrante foi derrubado. Segundo Mancini, a continuação vai depender de análise da Promotoria.
De acordo com o advogado, os estudantes ficaram na própria delegacia e nem chegaram a ser levados para uma prisão, como informado pela polícia no sábado. "Eles já estão com suas famílias", diz Mancini. Os três deixaram a delegacia por volta de 20h30.
A prisão
Os estudantes foram presos no início da manhã de sábado. Os jovens teriam atingido um auxiliar de serviços gerais com um tapete de carro enrolado, enquanto o chamavam de "negro", aos gritos. Por isso, foram presos em flagrante por racismo e lesão corporal.
O auxiliar de serviços gerais foi abordado por volta das 6 horas quando estava em uma bicicleta a caminho do trabalho. Um dos rapazes, com o tapete enrolado, desferiu um golpe nas costas do homem e gritou "negro". Segundo testemunhas, os três vibraram com a ação. Pouco depois, dois vigilantes, que saíam de um evento e testemunharam a agressão, conseguiram deter os estudantes e levá-los à polícia.



