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Fraude

Justiça solta mais dez sanguessugas

Brasília – O Tribunal Regional Federal da 1.ª Região, em Brasília, concedeu habeas-corpus a dez acusados de participar da chamada máfia dos sanguessugas, esquema de desvio de recursos para compra superfaturada de ambulâncias. Entre os beneficiados está o ex-deputado Ronivon Santiago (PP-AC), preso em Cuiabá (MT).

Marcelo Cardoso de Carvalho, ex-assessor do senador Ney Suassuna (PMDB-PB), também poderá responder ao processo em liberdade, assim como a esposa, a nora de Darci Vedoin, suposto líder da quadrilha, e a servidora do Ministério da Saúde no Rio Cacilene Ferreira dos Santos, foragida desde o início da operação.

O desembargador Cândido Ribeiro, que relatou os pedidos, disse que não há prova de que os acusados ofereçam ameaça à ordem pública.

Balanço

Dos 48 presos em maio durante a Operação Sanguessuga, apenas 21 continuam detidos e 10 estão foragidos. Por meio de liminares, a maioria dos denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) vão responder ao processo em liberdade. Até ontem, dos 81 acusados, o juiz da 2.ª vara federal em Mato Grosso, Jefferson Schneider, acolheu denúncia contra 29.

Orientados por seus advogados, nos depoimentos na Justiça Federal, em Cuiabá, os denunciados desqualificam as investigações do Ministério Público e da Polícia Federal. Eles negam participação no esquema de fraude em licitações. Todos são acusados de formação de quadrilha, crime organizado, lavagem de dinheiro, corrupção e falsidade ideológica, entre outros crimes.

As denúncias contra os líderes da quadrilha, o empresário Darci Vedoin e a ex-assessora do Ministério da Saúde Maria da Penha Linho, segundo o MPF, ainda não foram analisadas pela Justiça. Eles continuam presos, mas seus advogados tentam conseguir sua liberdade.

No Congresso Nacional, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), convocou para hoje, a partir das 13 horas, uma sessão em que deve ser lido o requerimento para a criação da CPI dos Sanguessugas. As investigações devem ser feitas no prazo de 30 dias prorrogáveis. A CPI teria de ser concluída, impreterivelmente, até o fim da legislatura.

Depois da leitura do requerimento de criação da CPI, o presidente do Senado dará prazo para que os líderes partidários indiquem os membros da comissão. A CPI será composta por 11 senadores e 11 deputados. O presidente da CPI será escolhido pelos integrantes da comissão e ao eleito caberá a indicação do relator da comissão parlamentar.

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