Este é o ano da pequena cidade da Lapa, no Paraná. Ela é o sexto município do país a receber o título nacional de Capital Brasileira da Cultura e oficialmente ganhou a comenda na última quarta-feira. Quem passou a faixa foi a cidade de Ribeirão Preto (SP), que havia sido eleita Capital da Cultura no ano passado. A partir de agora, a Lapa deve criar um comitê responsável por organizar os programas culturais locais para este ano. Ainda não estão definidos quais eventos acontecerão no município em decorrência do reconhecimento. Entre as exigências, por exemplo, estão a necessidade de a Lapa ter um símbolo oficial que a represente como Capital da Cultura e ainda a criação de um calendário de atividades especiais.
Todas as cidades brasileiras podem concorrer ao título. Os prefeitos enviam o pedido com uma justificativa para o merecimento do título, apresentam o programa cultural da região, as fontes de recursos e a infraestrutura. A iniciativa é do Bureau Internacional de Capitais Culturais em Barcelona (Espanha), no Brasil representado pela ONG Capital Brasileira da Cultura (CBC www.capitalbrasileiradacultura.org), em parceria com o Ministério da Cultura.
A seleção começou em 2006, com a nomeação da cidade de Olinda (PE). As outras vencedoras foram São João del Rei (MG), em 2007; Caxias do Sul (RS), em 2008; e São Luís (MA), em 2009. O bureau tem outros prêmios, de âmbito internacional. Também são escolhidas a Capital Americana da Cultura, a Capital Catalã, a Capital Espanhola e a Capital de Cultura dos Estados Unidos.
O cerco
Na última quarta-feira foram completados os 127 anos do final do Cerco da Lapa. Trata-se dos 26 dias de resistência dos federalistas (partidários de Floriano Peixoto) contra os maragatos que vinham do Rio Grande do Sul durante a Revolução Federalista. A Lapa, pela sua importância histórica, teve o centro da cidade tombado em 1989 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan): 14 quarteirões são protegidos, o que equivale a 283 edifícios.



