Trabalho, educação, comunicação e família sustentaram os grandes eixos de vida do professor Leopoldo Scherner. Nasceu em 22 de julho de 1919, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Aos 91 anos, faleceu dia 27 de janeiro do corrente. Ao longo de toda a sua vida, concentrou esforços nas coisas essenciais da sociedade, estado, Igreja, família, parentes e amigos. Fazia crescer como nenhum outro educador a juventude nas salas de aula e fora delas. Padre Adalto Luiz Chitolina, que também é psicólogo, jornalista e professor, testemunha: "Tive a graça de tê-lo como mestre. Insubstituível e incomparável. Sábio, simples e modesto. Mas muito grande. Deus o tenha e lhe dê a recompensa eterna pelo bem que fez ao ensino e à humanidade".
Repetia com insistência que a criança, o jovem e o trabalhador evoluem à medida que participam, sugerem, percebem que suas ideias podem ajudar a resolver questões e problemas. Liberdade e confiança formam o universo promocional de satisfação, realizações e felicidade das pessoas. Amor a Deus e ao próximo é o maior bem gratuito da humanidade. "Quem não ama jamais conseguirá se aproximar de Deus e da perfeição, crescer espiritualmente, viver na unidade", dizia o mestre.
No prefácio de um livro de minha autoria, o escritor Leopoldo acentuou: "O jovem de hoje, o homem de nossos dias precisa de otimismo, humanidade, entusiasmo e esperança". E reforçou: "O bem e o bem-estar dos outros é o grande objetivo de vida e missão de todos". Scherner foi verdadeiramente um operário da obra de Deus. Aproveitou todos os recursos de sua inteligência privilegiada. Durante mais de 50 anos, ministrou aulas, desenvolveu o raciocínio e as alianças, construiu princípios didáticos e processos pedagógicos, ensinou a pensar, dizer e sentir. Como administrador de instituições de ensino, foi integrador e íntegro, não apenas um agente de transferência e cumprimento de ordens e receituários. Infelizmente, também experimentou a dor da ingratidão de certa instituição.
Será eternamente educador, gestor, escritor, poeta e amigo superior, porém nunca mostrou um milímetro de sua superioridade sobre os demais seres humanos. A memória, o tempo e o espaço guardarão tudo o que fez e comunicou. Como Ente imperecível na terra e no céu, Leopoldo Scherner sobrevive, se desenvolve e se multiplica. É formador de consciências, lideranças e gestores éticos, responsáveis, confiáveis e competentes. Ele não passou, nem desapareceu. Continua articulando textos e ordenando contextos, recriando a linguagem fiel e respeitosa, indicando que é preciso elegância e humanismo ao propor, conversar, argumentar, discursar e administrar.
Pedro Antônio Bernardi é jornalista, economista e professor, consultor e assessor de comunicação social, palestrante, autor do livro Palavra amiga. pedro.professor@gmail.com



