Um sistema de binários e três novas linhas de ônibus vão ajudar a desafogar o trânsito na BR-476 (antiga BR-116) e melhorar o transporte público em Curitiba. É o que garantiu ontem o prefeito Beto Richa, durante o lançamento oficial da Linha Verde, na Vila São Pedro. "A Linha Verde unirá a cidade e trará mudanças significativas no transporte e na vida dos curitibanos", afirmou. "Quando melhoramos o transporte coletivo, em conseqüência melhora-se o trânsito como um todo", concordou o presidente da Urbs, Paulo Schmidt.
O projeto, amplamente divulgado por meio de campanha publicitária em jornais, outdoors e mobiliários urbanos, é considerado uma das transformações mais drásticas no trânsito curitibano nas últimas décadas. Na primeira etapa da obra, prevista para começar na semana que vem e terminar em 15 meses, 9,4 quilômetros da rodovia entre o Pinheirinho e o Jardim Botânico (55% do total do projeto) serão revitalizados, transformando-se em uma grande avenida.
Haverá 8 pistas para veículos e duas faixas exclusivas para os ônibus implantadas num sistema trinário de vias: canaleta central, vias marginais e locais (veja quadro ao lado). Além disso, haverá duas pistas para estacionamento. Serão implantados ainda quatro terminais de ônibus, ciclovia, nova sinalização, iluminação, asfalto e um parque linear feito com espécies nativas na margem da via.
Neste primeiro lote de obras serão construídas oito estações-tubos. Em cinco delas, serão feitos também binários Santa Bernadethe, Brasília, Vila São Pedro, Fanny e PUC que permitirão a "costura" entre os dois lados da futura avenida. "A idéia era fazer a Linha Verde e, em seguida, os binários, mas por conta das brigas judiciais, alguns binários acabaram saindo antes", explica o responsável pelo Plano de Execução da Linha Verde, Isídio Kalinowski, referindo-se aos dois primeiros binários, que ficam prontos até abril. As três linhas de ônibus que já estão contempladas no projeto são: Pinheirinho-Centro, Atuba-Centro e Atuba-Pinheirinho. Estuda-se, também, a implantação de uma linha direta Sul-Centro.
Segunda fase
Financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a primeira fase custará R$ 121,14 milhões. Já a segunda parte das obras, compreendendo o trecho entre o Jardim Botânico e o Atuba, ainda não tem data para iniciar. "Devemos licitar no ano que vem. Talvez falte um pouco de dinheiro para a segunda etapa, por conta da diferença do dólar, aí teremos que tentar uma revisão de valores com o BID", explica Richa. Quando completa, a Linha Verde contará com 18 quilômetros de ruas pavimentadas ligando o norte e o sul da cidade.



