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Trânsito

Linha Verde vai concluir o único trinário incompleto de Curitiba

Ruas paralelas à Avenida Marechal Floriano Peixoto vão atravessar a BR-476

Vídeo | Reprodução/TV Globo
Vídeo (Foto: Reprodução/TV Globo)

O último dos cinco trinários de Curitiba que ainda estava incompleto, o da Avenida Marechal Floriano Peixoto, começou a ser concluído na semana passada com o início das obras de prolongamento da Rua Anne Frank, no Hauer.

Dentro de cinco meses, a Anne Frank atravessará a BR-476 (antiga BR-116) e se unirá à Rua Aluízio Finzetto, no Prado Velho, melhorando o fluxo para os veículos que vêm dos bairros Boqueirão e Hauer e seguem em direção ao Centro. O prolongamento integra a série de intervenções da Linha Verde, que transformará a BR-476 em uma imensa avenida ligando as regiões norte e sul da capital.

O coordenador da Linha Verde, Wilson Justus, explica que o trinário é um sistema de tráfego genuinamente curitibano, composto por três vias. Duas de trânsito rápido e em sentidos contrários, como se fossem binários. A diferença é que entre as duas vias há uma grande avenida com canaleta exclusiva para ônibus e ladeada por duas faixas de tráfego lento, igualmente em sentidos opostos.

A idéia foi concebida no início dos anos 70 pelo então diretor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Rafael Dely, que morreu no início deste ano. O trinário solucionou a necessidade que havia na época de se construir grandes e largas avenidas. "Custaria muito tempo e dinheiro fazer o afastamento das ruas. Foi quando o Rafael Dely teve a idéia: por que não usarmos três vias? A inovação foi implantada [entre 1974 e 1975] por mim e por Saul Raiz [ex-prefeito]", lembra-se o arquiteto e urbanista Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do estado.

Nas últimas três décadas, a capital ganhou cinco trinários: Sete de Setembro, República Argentina, Avenida Paraná/João Gual-berto, Padre Anchieta e Marechal Floriano. Esse último, entretanto, permanecia inacabado até agora.

Hoje, quem segue no sentido bairro–centro pela Anne Frank tem de entrar na Rua Roberto Hauer e, em seguida, na Marechal Floriano para ter acesso ao viaduto sobre a BR-476 – um dos maiores gargalos do trânsito curitibano. Com o início das obras, o problema tende a ser resolvido. "O trânsito da Marechal Floriano será dividido em três vias, assim como o fluxo de veículos no viaduto", explica Justus.

O prolongamento foi iniciado na semana passada após a desapropriação de dois terrenos que estão no caminho – um da Eletropar (R$ 1,09 milhão de indenização) e outro da Semenge (R$ 1,34 milhão). O restante do recurso necessário para a execução vem dos R$ 121,14 milhões que estão sendo investidos na primeira fase da Linha Verde – 90% vindo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Contudo, para que o trinário fique completo é necessário também fazer o prolongamento de outra via paralela à Marechal Floriano, agora no sentido centro-bairro, que termina na rodovia: a Rua Desembargador Westphalen. De acordo com Justus, o projeto está em fase final de estudos e a licitação deve sair nos próximos meses. A obra será iniciada ainda neste ano e ligará a Westphalen à Rua Tenente Francisco Ferreira de Souza, que passa atrás do Shopping Cidade.

"Essas obras representam segurança porque devolvem o trânsito local à Marechal Floriano, o que ajuda também indiretamente no transporte coletivo, pois as canaletas da avenida vão receber o ligeirão", afirma Paulo Schmidt, presidente da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), autarquia que gerencia o transporte coletivo e o trânsito na capital.

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