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Governo

Lula critica antecessores por descaso com ferrovias

Ouro Preto – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem, em discurso, seus antecessores pela falência do sistema ferroviário no país. Lula citou como exemplo a estrada de ferro Mariana–Ouro Preto, inaugurada ontem, como exemplo do descaso. "Foi uma irresponsabilidade de todos os presidentes do Brasil, independentemente de partido, que deixaram essa ferrovia virar ferro velho", disse ele, após um passeio de trem que contou com a presença do governador de Minas, Aécio Neves. Na quinta-feira, Aécio recepcionou em Minas o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.

No discurso de improviso de cerca de 10 minutos, Lula ressaltou que no seu governo o país passou a produzir vagões. "O Brasil não estava produzindo nem trilhos. Agora, só em São Paulo, estão sendo produzidos 10 mil vagões", afirmou. E completou: "O Brasil voltou a dizer ao mundo que o transporte ferroviário é peça fundamental no modelo de transporte que queremos."

Lula também criticou os historiadores e disse que a história deveria valorizar mais a figura de Tiradentes, o Herói da Inconfidência. "Inconfidentes para quem, cara pálida? Eles eram revolucionários que lutaram pela independência do Brasil", afirmou.

E destacou que uma parte da elite brasileira gosta de viajar para a Europa e baixa o nível quando faz críticas a projetos como o trem turístico, desenvolvido pelo governo com a Companhia Vale do Rio Doce.

Lula também participou ontem da inauguração da Usina de Aimorés (Hidrelétrica Eliezer Batista). Embora tenha defendido a expansão do setor energético, ele disse que o ambiente não poderá ser sacrificado como no passado, quando usinas hidrelétricas foram construídas sem levar em conta a preservação.

O assunto veio à tona quando o engenheiro e ex-ministro Eliezer Batista, 82 anos, homenageado na inauguração, disse que a bacia do Rio Doce, onde está instalada a hidrelétrica da Vale (51%) e da Cemig (49%), precisa ser rapidamente recuperada da degradação ambiental.

Lula disse que vários projetos para construção de novas hidrelétricas que estão tramitando têm problemas ambientais e que será uma "guerra" entre os ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente para aprová-los.

Ele disse que apóia as medidas judiciais que o Ministério Público e outras pessoas e instituições adotam para que o ambiente seja respeitado.

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