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Integração

Lula, Kirchner e Chávez lançam o “gasoduto do sul”

Brasília (EFE) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes da Argentina, Néstor Kirchner, e da Venezuela, Hugo Chávez, decidiram ontem construir um gasoduto para abastecer toda a América do Sul, estendendo o projeto a outros países do continente. Durante uma reunião na Granja do Torto, foi firmado o acordo para iniciar a obra, que atravessará o continente numa extensão de 10 mil quilômetros. "A decisão política está tomada", declarou Chávez, o único dos três líderes a falar com os jornalistas após a reunião.

A idéia do gasoduto surgiu em um encontro entre Lula, Chávez e Kirchner em dezembro em Montevidéu. O presidente venezuelano disse ontem que as obras começarão ainda neste ano. Diferentes fontes estimaram que o custo da obra ficará entre US$ 17 bilhões e US$ 25 bilhões. A construção exigirá entre cinco a sete anos de trabalho.

Chávez disse que voltará a se reunir com Lula e Kirchner em Mendoza, na Argentina, um dia antes da posse da presidente eleita do Chile, Michelle Bachelet, em 11 de março. No novo encontro, os presidentes analisarão os primeiros relatórios técnicos.

Lula, Kirchner e Chávez decidiram batizar a iniciativa como o "grande gasoduto do sul", que partirá do sul da Venezuela, passará pelo Brasil e chegará ao norte da Argentina por um traçado ainda não definido.

A idéia é canalizar o gás venezuelano, cujas reservas exportáveis são calculadas em 100 milhões de metros cúbicos diários, e abastecer o resto da América do Sul por meio de vários canais de distribuição.

Chávez acrescentou que decidiu convidar todos os países sul-americanos a participar da iniciativa para juntar o gás da Venezuela, Brasil, Argentina, Bolívia e Peru com o de outras nações e chegar à "independência energética" continental.

A meta é que o gás se torne o combustível usado na "maioria dos veículos sul-americanos no ano 2020", disse.

Chávez disse que os presidentes debateram outros assuntos relativos ao Mercosul, além da criação do "Banco do Sul" e a formulação de um programa de "auxílio imediato" à Bolívia.

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