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Música

Lupaluna espanta o frio no BioParque

Maior festival do Paraná começou com ar gelado e público fervendo. Copacabana Club, Paralamas e Frejat, The Cult e Ivete Sangalo levantaram a galera

Herbert Vianna, dos Paralamas do Sucesso, na primeira noite de Lupaluna | Walter Alves/Gazeta do Povo
Herbert Vianna, dos Paralamas do Sucesso, na primeira noite de Lupaluna (Foto: Walter Alves/Gazeta do Povo)
Confira as atrações de hoje |

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Confira as atrações de hoje

Segundo o Canal do Tempo, a temperatura em Curitiba no início da noite de ontem era 14°C – mas a sensação térmica no BioParque, cercado por seis lagos, era próxima dos 10°C. Ainda bem que o Copacabana Club, a primeira atração do LunaStage, começou a todo vapor às 19h23, incendiando a galera com o hit "Just do It". Os copas tocaram durante quase uma hora e incluíram algumas músicas do primeiro álbum, Tropical Splash, que chega às lojas no dia 19 de junho.Enquanto isso, na tenda EcoMusic, a banda curitibana Locomotiva Duben quebrava tudo com muito suingue. A propósito, se Chico Science e a Nação Zumbi tivessem surgido em Curitiba, eles soariam como a Locomotiva Duben.

Por volta das 20h40, quando o Paralamas do Sucesso subiu no LunaStage, a galera já tomava boa parte da pista. Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone abriram com um sucesso recente, "Sem mais Adeus", e depois emendaram megahits como "Óculos" e "Ela Disse Adeus". Foi a senha para levantar o público, que cantou e acompanhou Herbert com as mãos. Pouco antes das 21h30, Herbert anunciou o amigo e líder do Barão Vermelho, Roberto Frejat, que se juntou a eles em "Expresso do Oriente". Foi de arrepiar...

Dali em diante, foi um sucesso atrás do outro – tanto dos Paralamas como do Barão Vermelho –, para delírio da plateia. Estava preparado o clima para os ingleses do The Cult, a baiana Ivete Sangalo e a dobradinha Monobloco e Fernanda Abreu, que viriam na sequência.

Prevenidos

O BioParque começou a encher durante o show dos Paralamas, mas teve gente que chegou bem antes, para garantir um lugar bem perto do palco principal. Foi o caso das amigas Tâmara Mendes, 18 anos, Nadja Dutra, 19 e Ana Rita Trindade, 19. Mesmo sendo de Curitiba, elas preferiram sair de casa no meio da tarde e foram uma das primeiras pessoas a chegar ao local do show. "Fui eu a desesperada. Achei melhor sair antes do que não conseguir enxergar depois", conta Ana. As três esperavam o show da cantora Ivete Sangalo, mas também estavam ansiosas para ver Paralamas do Sucesso e Frejat, além da curitibana Charme Chulo, na tenda Ecomusic.

Já Ana Paula Barros veio trazer o filho Gabriel, de 13 anos, para ver o The Cult. Os dois assistiam ao primeiro show do Lupaluna, da banda Namorada Belga, escolhida pelo público para participar do festival. "Passei meus gostos musicais para ele. Se não fosse pelo Gabriel, não teria vindo sozinha".

Apesar de o público ser essencialmente curitibano, algumas pessoas vieram de longe: foi o caso de Renan Barroso, 24 anos, que chegou do Rio de Janeiro para o festival. Ele antecipou a visita que faria para a namorada Daniele Santana, 17 anos, somente para ver o Lupaluna. O casal também esperava pelo The Cult, mas estava mais ansioso para ver os shows do Raimundos e Capital inicial, que ocorrem hoje.

O Lupaluna também foi uma oportunidade para ganhar dinheiro. Além dos vendedores ambulantes que se concentraram em frente ao Bioparque, muitos aproveitavam o intervalo do show para aumentar as vendas. O vendedor Roberto Mariano da Silva, que é cadeirante, colocou uma propaganda nas rodas da cadeira e anunciava o "chicletinho da Ivete". "A tática está dando certo", garantiu.

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