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Justiça

Madrasta é condenada a quase 20 anos de prisão

Doméstica que matou enteada a facadas deve perder guarda da filha

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Depois de aproximadamente 17 horas de julgamento, que entrou pela a madrugada de ontem, a doméstica Andréia de Freitas, 28 anos, foi condenada a 19 anos e seis meses de prisão por ter assassinado a enteada, Gabriela, de 7 anos, com 98 facadas, em agosto de 2005. Ela irá cumprir pena por homicídio triplamente qualificado em regime fechado. A sentença foi dada pelo juiz da 1.ª Vara do Tribunal do Júri, Fernando Ferreira de Moraes, às 2h10. A defesa tem cinco dias para recorrer da decisão.

A decisão final não foi unânime como esperava o ex-companheiro de Andréia e pai de Gabriela, Valdeci Gonçalves dos Santos – seis dos sete jurados optaram pela condenação da doméstica. "Tomara que ela seja condenada por sete a zero", dizia ele, logo após depor em plenário, anteontem.

De acordo com o advogado de defesa, Luiz Antônio Martins Barbosa Júnior, agora será avaliado se há interesse da doméstica em apelar do resultado. "Caso diga que sim, vamos verificar a tese e solicitar a apelação", disse.

A doméstica está presa na Penitenciária Feminina do Estado, em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. A filha Letícia, de quase 2 anos, que Andréia esperava de Valdeci na época do crime, vive com ela na prisão. De acordo com os advogados de defesa, a Justiça irá decidir até quando a doméstica irá poder ficar com a criança na cadeia. "Depois disso, provavelmente ela será encaminhada a algum parente ou ao pai", explica o advogado.

Além de cuidar da filha, Andréia trabalha na creche da penitenciária cuidando de outras crianças, junto a outras presidiárias. De acordo com os advogados de defesa, ela é uma pessoa tranqüila e pacata. Familiares e Valdeci disseram em depoimento que Andréia nunca apresentou indícios de problemas mentais durante toda a vida. "Ela sempre foi completamente normal", disse o ex-companheiro.

De acordo com o advogado de defesa, a doméstica passou por dificuldades durante a vida. "Era uma menina pobre, que apanhou muito dos pais durante a infância. Aos 17 anos, tentou se matar tomando detergente. Foi asperamente xingada pela primeira mulher de Valdeci", diz Barbosa.

Frieza

O crime ocorreu em agosto de 2005, no bairro Hugo Lange, em Curitiba, na casa em que a família vivia. Andréia, grávida de oito meses, estava sozinha com Gabriela na residência e teria tido um acesso de fúria, após a menina ter derrubado uma lata de óleo no chão, enquanto brincava e a atacou. A criança foi jogada com violência no chão e ficou desacordada. A doméstica teria então arrastado a menina para um quarto e a esfaqueado. A mulher ainda teria tentado queimar o corpo da menina.

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