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Justiça

Mãe diz que não jogou a filha na lagoa

Rio de Janeiro – A vendedora Simone Cassiano da Silva, de 30 anos, acusada de ter jogado a filha de 3 meses, dentro de um saco plástico, na Lagoa da Pampulha, há um ano, está sendo julgada nesta sexta-feira pelo Tribunal do Júri, em Belo Horizonte. Ao ser interrogada, a ré voltou a negar as acusações e sustentou a versão de que entregou o bebê a um casal, que passava pela orla. Ela garante que só teria ficado sabendo do caso pela imprensa. E alegou problemas psiquiátricos. Simone é acusada de tentativa de homicídio, crime que prevê pena de 12 a 30 anos de prisão.

Após um intervalo de 45 minutos, o julgamento foi retomado no início da tarde, quando teve início a leitura do processo para os jurados. Pela manhã, Simone foi interrogada por duas horas. Ela ouviu a leitura das declarações que deu à polícia na época em que o inquérito foi aberto e argumentou que havia entregado o bebê a um casal que passava pela orla.

Vídeo

A sessão, que é aberta ao público, começou por volta das 9h 20m e todos os 450 lugares do salão foram ocupados. Um vídeo do resgate da criança, filmado por um cinegrafista amador, foi exibido. Também foram ouvidas cinco testemunhas de acusão e quatro de defesa.

Depois dos relatos das testemunhas, o advogado e o promotor teriam duas horas – cada um – para convencer os jurados.

Só depois teria início a votação. A previsão era de que o julgamento se estendesse até a madrugada.

O advogado de Simone disse que pretende caracterizar o caso como abandono de incapaz, que prevê pena de seis meses a dois anos de prisão, além de pedir a guarda da menina para a mãe.

O bebê, hoje com 1 ano e 3 meses, foi registrado com o nome de Letícia Maria Cassiano e vive com um casal indicado pelo Juizado da Infância e da Juventude. A guarda do bebê é mantida em segredo de Justiça.

Os pais de Simone não desistiram de recuperar a neta e entraram, em janeiro de 2006, com o processo de requerimento da guarda, que também corre em segredo de Justiça.

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