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Tragédia

Maestro alemão morre no mar da Ilha do Mel

Vítima fazia parte de um grupo de músicos que se apresentava no Brasil

Grupo de turistas e músicos alemães desembarcou no final da tarde em Pontal do Sul | Antonio Costa/Gazeta do Povo
Grupo de turistas e músicos alemães desembarcou no final da tarde em Pontal do Sul (Foto: Antonio Costa/Gazeta do Povo)
Moradores da ilha treinados pelo Corpo de Bombeiros socorreram os alemães na praia |

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Moradores da ilha treinados pelo Corpo de Bombeiros socorreram os alemães na praia

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Paranaguá - Um turista alemão de 38 anos morreu e 13 ficaram feridos ontem ao serem arrastados durante banho de mar na ilha do Mel, no litoral do Paraná. Os turistas entraram na água na praia de Brasília, próximo ao costão de pedras do morro do Farol. O local, segundo o Corpo de Bombeiros de Paranaguá, é de mar agitado e tem placas de alerta.

O turista que morreu foi identificado como o maestro Cristian Buss, 38 anos. Integrava a orquestra Musikverein Echo Ubstadt da Alemanha, que estava em turnê pelo Brasil e tinha apresentação marcada para ontem à noite em Curitiba. Músicos e familiares formavam um grupo de 84 pessoas. A maioria deles almoçava em restaurantes da praia quando houve o acidente.

O corpo de Buss foi resgatado junto com os sobreviventes por cinco surfistas moradores da ilha que receberam treinamento do Corpo de Bombeiros para ajudar em salvamentos. Três surfistas usavam pranchas grandes – conhecidas como longboard – e outras menores, de bodyboarding, para resgatar todos ao mesmo tempo.

Os turistas sofreram muitas escoriações devido ao choque com as pedras. Dois deles – uma adolescente de 16 anos e um homem de 31– permaneciam internados até as 19 horas em um hospital de Paranaguá, mas não correm risco de morrer. De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros de Paranaguá, major Edmilson de Barros, os banhistas foram surpreendidos pela chamada "corrente de retorno’’ do mar.

Segundo o major, eles foram arrastados pela correnteza e passaram a ser arremessados contra as pedras do canto da praia.

Sérgio Sanchs, dono de um camping na ilha, alertou sobre a situação a outros quatro colegas quando estava no topo de um morro medindo ondas para informes de rádio sobre as condições para a prática de surfe. "Eu estava a uns 100 metros de distância, em cima do Morro do Joaquim, quando percebi que a correnteza estava muito forte e arrastava aquelas pessoas pra boca do canal que tem ali. Comecei a fazer sinais de alerta para que as pessoas que estavam na areia começassem o resgate", conta. Ele disse que a maré estava enchendo, o que faz com que aquela parte do mar se torne ainda mais perigosa. "O mar estava confortável, com ondas de um metro mais ou menos, por isso eu acho que eles não perceberam o perigo. Mas a gente que surfa sempre ali sabe que a correnteza é forte, e é questão de poucos metros para que mude completamente a força da água".

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