São Paulo Advogados de Suzane von Richthofen e dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos usaram técnicas parecidas para conseguir o adiamento do júri dos réus, ontem, em São Paulo. Nova data foi marcada para o dia 17 de julho.
O júri popular dos três réus confessos da morte do casal Manfred e Marísia von Richthofen estava previsto para começar às 13 horas, no 1.º Tribunal do Júri, no fórum da Barra Funda. As vítimas, pais de Suzane, foram assassinadas em casa, em outubro de 2002.
Pouco depois das 14 horas, o juiz Alberto Anderson Filho decidiu desmembrar o julgamento devido à ausência dos advogados dos Cravinhos. Os advogados alegaram cerceamento de defesa e não compareceram ao fórum. Eles não teriam conseguido conversar com os clientes antes do início do júri.
O promotor Nadir de Campos Júnior afirmou que entrará com uma representação na Ordem dos Advogados do Brasil contra Geraldo Jabur, que defende os irmãos.
Depois, foi a vez da defesa de Suzane pedir o adiamento do júri, alegando o não-comparecimento de uma importante testemunha. O pedido foi negado. Irritados, os advogados deixaram o plenário. Com a atitude, a defesa conseguiu pressionar o juiz a adiar o julgamento.
Durante o período em que ficou no plenário, Suzane manteve a cabeça baixa e evitou olhar para Daniel seu namorado à época do crime. Suzane, Daniel e Cristian sentaram lado a lado.
O júri do caso Richthofen é considerado o mais esperado do ano em São Paulo.
No total, entre público, jornalistas, convidados e familiares das partes, cerca de 240 pessoas foram ao 1.º Tribunal do Júri ontem.
A defesa de Suzane disse que a estratégia será acusar o então namorado dela, Daniel Cravinhos, e comprovar que ele a dominava por meio do uso freqüente de drogas e do vínculo mantido pelo sexo.
Já o promotor de Justiça Roberto Tardelli defende que os três cometeram o crime para ficar com a herança. Tardelli pretende pedir a pena máxima para cada um deles, que pode chegar a 50 anos de detenção. No Brasil, o condenado fica, no máximo, 30 anos na prisão.







