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Manutenção é problema para “popularização”

Mais popular entre os helicópteros em atividade no Brasil, o modelo Robinson 44, da gigante americana Bell Helicopter, não custa muito mais do que um carro de luxo. Algo em torno de R$ 600 mil no câmbio de hoje. Não faltaria em Curitiba gente com dinheiro suficiente para comprá-lo, mas o problema é o alto cus­­to para mantê-lo. Assim, além do preço há outros custos que dificultam a "popularização" do helicóptero. Ao contrário do que se possa supor, o clima instável de Curitiba é o menor dos problemas.

Para colocá-lo no ar é preciso mão de obra especializada e combustível caro. O salário de um piloto experiente chega a R$ 12 mil. Já a querosene custa no Brasil o dobro do que nos Estados Unidos, Argen­tina e Paraguai, onde o litro sai por um dólar. Os gastos incluem ainda manutenção periódica, aluguel de hangar e construção de heliponto. A soma dos custos torna-o inviável até para quem tem muito dinheiro. Não à toa, a maioria dos helicópteros do país pertence a empresas de táxi aéreo, que têm os governos como principais clientes.

Com a maior frota de helicópteros monomotores da América do Sul (21 em atividade), a Helisul Táxi Aéreo atende ao Ibama, a polícia de quatro estados, a TV Globo e ainda controla 80% dos voos panorâmicos no país, com três aeronaves nas duas mais conhecidas cidades turísticas brasileiras: Rio e Foz do Iguaçu. No caso de Curitiba, os principais contratos são com órgãos públicos. "O turismo não passa de 20 a 30 horas por mês, quando o ideal seria de 50 horas para tornar a aeronave autossustentável", diz o comandante Paulo Brittes Martins.

Há 23 anos na Helisul e 15 mil horas de voo, a maior parte sobre as Cataratas do Iguaçu, ele também pilota o helicóptero da Yapó Táxi Aéreo nos passeios sobre Curitiba, com saída aos sábados e domingos do Parque Barigui. Martins tem percebido que executivos começam a optar por essas aeronaves. Há pouco um amigo dele trocou uma casa espaçosa numa área nobre da capital por um apartamento num prédio recém-construído com heliponto.

"Não é para ostentar, é por necessidade, praticidade e segurança", diz. E foi a necessidade que nos últimos dias intensificou o fluxo de helicópteros em Curitiba. Por causa das chuvas e da greve dos bancários e dos Correios, a Helisul transportou até 300 pessoas por dia, parte delas funcionários do setor de compensação de documentos de um banco da cidade.

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