
A capital paranaense receberá neste sábado (14) a 2.ª Marcha das Vadias, que iniciará manifestação no Passeio Público, às 11h, e percorrerá alguns pontos do centro de Curitiba. A programação deste ano será maior e contará não apenas com uma caminhada, mas também com debates com candidatas à Câmara de Vereadores, shows e espaço para debates com o público a respeito de questões como sexualidade, violência e direito à saúde.
O objetivo da marcha, de acordo com uma das organizadoras, a historiadora e professora da Facinter Máira Nunes, é denunciar a violência contra a mulher e discutir meios de reverter uma mentalidade muito presente no Brasil e em outros países: a culpabilização da vítima, onde a mulher é culpada por ter sido vítima de estupro ou violência doméstica.
Além disso, a marcha curitibana quer chamar a atenção para um problema local, já que o Paraná é o terceiro estado onde mais morrem mulheres assassinadas, de acordo com o Mapa da Violência 2012, divulgado pelo Instituto Sangari a incidência é de 6,3 mulheres mortas para cada 100 mil pessoas do sexo feminino, contra 4,4/100 mil no país.
No ano passado, cerca de mil pessoas participaram do ato ao longo da caminhada. As organizadoras, entre elas uma jornalista, uma atriz e a própria historiadora, esperam que o número seja maior. A página da marcha no Facebookjá foi curtida por mais de 2,2 mil, e mais de 2,6 mil confirmaram presença no sábado.
Como surgiu a marcha
A manifestação surgiu em Toronto, no Canadá, após um policial afirmar, durante palestra para estudantes, que as mulheres que quisessem evitar um estupro não deveriam se vestir como vadias em inglês, "slut". Após o fato, estudantes da cidade saíram em protesto. A marcha já foi realizada em países como Nova Zelândia, Estados Unidos, Suécia e Inglaterra. No Brasil, já houve marchas em Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), São Paulo, Rio de Janeiro e Recife (PE), entre outras.
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