Durou cerca de duas horas o depoimento do padre Adelino Gonçalves, julgado nesta quinta-feira (16), em Cruzeiro do Oeste, acusado de ser mandante de dois assassinatos em 2001. Ele foi o primeiro a falar depois do intervalo para almoço. Em seguida falaram o advogado de defesa e a acusação duas horas e meia para cada parte. O clima foi tranquilo durante todo o dia. Apenas os familiares das vítimas usaram camisetas com fotos. A sentença deve sair por volta de 22 horas.
O julgamento começou por volta das 9 horas. O padre Gonçalves, que também foi prefeito de Mariluz, é acusado de ser o mandante do assassinato do então vice-prefeito, Aires Domingos, e também do presidente do PPS local, Carlos Alberto de Carvalho.
Os crimes foram cometidos em fevereiro de 2001 e teriam motivações políticas. Padre Adelino chegou a ficar preso em Curitiba por dois meses no início do processo. Dos outros três envolvidos no caso, um está preso e dois morreram.
O padre aguardava o julgamento em liberdade e estava em tratamento médico contra a depressão. A promotoria pede de 14 a 16 anos de detenção. A defesa alega inocência. Não há previsão de quando o julgamento será encerrado.



