
Após dois meses da interdição, duas vias no Jardim Universitário, em Maringá, continuam fechadas, causando transtornos aos moradores e comerciantes. O fechamento ocorreu no início de abril, quando o muro de arrimo de uma obra cedeu levando junto um poste, a calçada e até um telefone público. Os vizinhos reclamam por não terem sido informados sobre o tempo em que as ruas ficariam fechadas. A prefeitura informa que precisa ser comunicada pela construtora Casa Verde, responsável pela obra, sobre a segurança do local para abrir a rua novamente. A trepidação dos carros poderia ocasionar novos desabamentos. A construtora disse que deve enviar o comunicado de liberação à Secretaria de Transito (Setran) até sexta-feira (12).
O muro de contenção da obra do residencial Aquamarine caiu em 5 de abril, na esquina da Rua Bragança com a Avenida Mário Clapier Urbinati, depois de forte chuva. O tráfego dos ônibus coletivos foi alterado e o estacionamento nas vias próximas também ficou proibido. Desde então, os moradores e comerciantes têm sofrido vários transtornos, mas a principal reclamação é a falta de informações. Maria Isabel Pelegrini, proprietária de uma copiadora, chegou a procurar e falar com os engenheiros há cerca de 20 dias, mas nenhum prazo foi estipulado para abertura das vias. Ela reclamou também dos motoqueiros que não respeitam o bloqueio e passam de qualquer forma. "Esse dias um motoqueiro quase atropelou meu filho na calçada", disse Maria Isabel.
A queda no movimento no comércio e serviços também foi percebida. Segundo Patricia Lie Karigyo, proprietária de uma escola de inglês, antes da interdição da rua eram registradas em média dez novas matrículas por dia e agora o número não chega a cinco. "Os pais (dos alunos) vendo a construção do lado pedem um laudo que garanta a integridade física dos filhos", disse Patrícia. De acordo com a empresária, outros já cancelaram as matrículas e tiraram alunos que já estudavam.
A empresária disse também que um muro que faz parte do prédio da escola apresenta rachaduras. "Eles (engenheiros da construtora) vieram, olharam, rebocaram, mas o muro voltou a rachar", relatou. Depois de passar o transtorno, ela pretende procurar um advogado e verificar se tem algum direito a receber por causa dos problemas.
Maria Isabel afirmou ter registrado queda de pelo menos 50% no movimento. "Os carros não param mais na rua e as pessoas não querem andar para chegar aqui", reclamou. "Quando abrirem a rua vamos fazer uma festa", brincou.
Construtora
De acordo com Ataíde Tambani, sócio-proprietário da Construtora Casa Verde, a chuva foi a única responsável pela queda do muro de arrimo. Ainda nesta semana, no máximo até sexta, segundo ele, a rua deve ser reaberta. Tambani explicou que o muro de arrimo já foi refeito e que a liberação não oferece riscos aos moradores ou aos transeuntes. "Estamos esperando um laudo dos nossos engenheiros para saber o que aconteceu", disse, explicando que trata-se de um procedimento interno.





