O ex-prefeito de Marilândia do Sul,Jaime Rossi (PMDB), foi condenado na quinta-feira (18) pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná a seis anos e três meses de prisão em regime semi-aberto por um homicídio que ocorreu há 13 anos. Rossi renunciou ao cargo no último dia 10 de dezembro e a defesa pretende recorrer da decisão alegando que, por não ser mais prefeito, ele não teria mais direito ao foro privilegiado do TJ onde foi julgado.
De acordo com Sérgio Souza, advogado de defesa de Rossi, a renúncia não foi uma manobra para invalidar o julgamento do TJ. "Ele (Rossi) estava com sérios problemas de saúde", disse o advogado. Porém, essa será a alegação que será apresentada com o recurso no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. De acordo com Souza, Rossi deve ir para júri popular, pois perdeu o foro privilegiado quando renunciou a prefeitura.
O recurso será apresentado ao STJ assim que a decisão do TJ for publicada, o que deve acontecer no início de janeiro. Souza disse ainda, que o homicídio ao qual o ex-prefeito responde foi por legítima defesa, que a vítima invadiu sua residência e que ela já tinha passagens pela polícia.



