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Paranaense

"Formiguinha", Cianorte festeja a liderança

Apostando na organização fora de campo, a equipe do interior supera a dupla Atletiba e desponta, pelo segundo ano seguido, como destaque do Estadual

Elenco do Cianorte durante treino físico: desigualdade financeira compensada com talento em campo | Autair Vieira/ Gazeta do Povo
Elenco do Cianorte durante treino físico: desigualdade financeira compensada com talento em campo (Foto: Autair Vieira/ Gazeta do Povo)

Com aproveitamento perfeito nas quatro primeiras rodadas do Pa­­ranaense, o Cianorte surge, pelo segundo ano consecutivo, como a grande sensação do interior. A go­­leada por 7 a 1 aplicada sobre o Rio Branco, na última quarta-feira, inclusive al­­çou o Leão do Vale à li­­derança do campeonato, à frente de Coritiba e Atlético – ambos têm saldo de gols menor.

Um cenário na tabela oposto à si­­­­tuação financeira e estrutural dos times. Enquanto o valor de mercado do Cianorte é de R$ 6,2 milhões, juntos os rivais da capital somam R$ 107 milhões. A estimativa, feita pela Consultoria Pluri, aponta para a disparidade que o Leão busca compensar em campo.

Para tentar diminuir a distância para os chamados "grandes", a aposta do clube é em organização fora das quatro linhas. Segundo o gerente de futebol Adir Kist, a filosofia do clube, que tem como princípio básico o descobrimento de ta­­­­lentos e a manutenção da base de atletas, tem trazido resultados.

Na última temporada, por exem­­plo, a equipe foi campeã do interior derrotando o Operário. "É um trabalho de formiguinha, difícil porque temos de adequar os nossos orçamentos, mas somos exigidos da mesma forma que um clube de maior poder financeiro. É um desafio bom e até agora temos sido felizes", explica Kist, que há cinco anos gerencia o futebol do Cia­­norte.

"Enquanto alguns começam o ano montando uma equipe, nós somente procuramos peças para a nossa", emenda, citando outra par­­te da estratégia.

Embora esteja satisfeito com a arrancada do Leão do Vale do Ivaí – feito que repete o da ex­­tinta Adap de 2006 –, o gerente lembra do exemplo do ano passado para não comemorar antes do tempo. Depois de uma derrota na estreia e chegar à ponta da tabela com cinco triun­­fos seguidos, o time despencou e terminou o primeiro turno apenas na sexta colocação.

"Claro que temos isso em mente. O futebol é muito im­­pre­­­­visível, e com dois jogos por semana, se você perder o foco, perde espaço no campeonato", argumenta.

A favor do time comandado por Paulo Turra, no entanto, es­­tá o conjunto. Internamente, é consenso que o elenco atual é mais sólido do que o anterior e deve, no mínimo, conquistar a vaga na Quarta Divisão.

"Nosso objetivo claro é a Sé­­rie D. O título estadual é um so­­nho, mas que pode se tornar possível lá na frente. Só que antes queremos garantir um calendário", fecha Kist.

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