Ao longo dos dois anos em que ficou doente, a irmã Maria Raquel não deixava mais a própria cama. No entanto, a saúde frágil nunca a impediu de abrir um sorriso toda vez que era visitada por alguém. Transparecia uma alegria incomum e dificilmente se queixava do estado em que se encontrava.
Nasceu em 1946 no distrito de Agulhas Negras, pertencente ao município de Resende (RJ). Assim como as rochas que dão nome às montanhas da terra natal, ela era dona de uma firmeza quase inquebrantável. Seu nome civil era Aline Garcia, mas, ao emitir os primeiros votos em 1966 pela Congregação das Irmãs Missionárias do Santo Nome de Maria, adotou o nome Irmã Maria Raquel. A religiosa assumiu a profissão perpétua em 1975.
Formada em Pedagogia e Ciências Sociais, desenvolveu sua ação missionária no setor educacional, atuando como professora, orientadora e diretora no Mato Grosso (nas cidades de Vera e Sinop) e em Ubiratã, no Centro-Oeste do Paraná, onde lecionava para crianças dos ensinos infantil e fundamental.
Em 2002, mudou-se definitivamente para a Comunidade Lar Rainha da Paz, em Maringá, onde já havia passado três anos realizando um tratamento para um problema no sistema nervoso que estava atrofiando seus músculos e dificultando alguns movimentos.
Mesmo com o estado de saúde se agravando e a dependência da cadeira de rodas, a religiosa tentava ajudar de alguma forma, fosse com trabalhos manuais ou "puxando" os cânticos nas missas.
Nos últimos anos, impedida de sair de seus aposentos devido à doença, pediu para que colocassem uma televisão no quarto, pois gostava de se manter informada sobre assuntos do meio religioso e notícias do Brasil e do mundo. Para as colegas, Raquel era movida por sua profunda vida espiritual, que sobrepujava as limitações impostas pela doença.
Dia 06 de dezembro, aos 63 anos, por problemas neurológicos, em Maringá.



