
A qualidade da internet em Maringá é considerada boa, com atendimento acima do padrão brasileiro. Foi o que revelou a sondagem realizada quinta-feira (19) pela Expedição WDC/Abranet, projeto iniciado em outubro do ano passado e que tem o objetivo de traçar um mapa da infraestrutura de internet Banda Larga e 3G no Brasil.
Segundo o diretor da WDC Abranet, Wanderley Rigattieri, a avaliação ainda não foi finalizada, mas os dados preliminares indicam que o nível de profissionalismo dos provedores instalados em Maringá é altíssimo. "O relatório parcial indica dados bem animadores. A região tem poucos provedores piratas e as cidades estão muito bem atendidas pelas empresas", revelou.
Com relação ao 3G, todas as operadoras estão oferecendo internet acima de um megabit por segundo, velocidade de acesso considerada muito boa por Rigattieri. Já a velocidade da Banda Larga é vista como bem razoável. "É lógico que nós não conseguimos ver tudo, mas no geral, os provedores estão oferecendo aquilo que foi proposto aos seus clientes".
Para fazer a análise, os pesquisadores utilizaram um carro laboratório equipado com sistema de análise espectro via rádio, com três antenas que permite identificar sinais de rede e criar índices de quantos provedores atuam na cidade e da qualidade do sinal oferecido por eles. O projeto contou com apoio da Rede Telesul, que congrega 50 provedores da região.
Preço ainda é caro
Para Rigattieri, o único ponto negativo da internet em Maringá é o preço, considerado acima dos padrões defendidos no Plano Nacional de Banda Larga, que tem como meta a cobrança de R$ 35 por um megabit de acesso. "O custo está acima desse valor, no entanto, os provedores estão oferecendo serviços de qualidade bem significativa", avaliou.
O coordenador da pesquisa ainda ressaltou que a forte concorrência no mercado de Maringá pode fazer com que os preços caiam e os serviços melhorem ainda mais. "Como a oferta de provedores é grande, o usuário tem um poder de compra muito grande, pressionando os prestadores de serviço a fazer um trabalho ainda melhor.
Expedição passará por seis cidades do Paraná
A expedição iniciada na Região Centro-Oeste do país deverá percorrer 25 mil quilômetros e visitar 100 cidades. No Paraná, além de Londrina e Maringá, os pesquisadores devem passar por Campo Mourão, Toledo, Pato Branco e Curitiba.
Algumas das cidades escolhidas serão beneficiadas com a implantação do Plano Nacional de Banda Larga por meio da Telebrás. Outras fazem aprte do grupo de municípios que mais cresceram no país nos últimos dez anos.
Os resultados das análises serão divulgados no site da expedição, que também disponibiliza um programa para que os usuários testem a qualidade da internet que tem em casa. "O serviço confere se a internet disponibilizada para o cliente é a mesma que ele adquiriu quando comprou", diz Rigattieri. Ainda segundo ele, a expedição tem o objetivo de conscientizar o usuário a ter um parâmetro de qualidade para sua conexão.



