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Plano Diretor de Maringá

Proprietários de grandes vazios urbanos vão ter de dividir áreas em lotes

Cerca de 130 proprietários já foram notificados pela prefeitura. Divisão das grandes áreas vazias do perímetro urbano em lotes propiciaria uma redução no preço dos terrenos para construção de residências

Durante uma reunião realizada na Câmara de Maringá, na noite desta segunda-feira (29), o secretário de planejamento, Jurandir Guatassara Boeira discutiu alterações no Plano Diretor da cidade. Dentre as alterações do Plano está a revisão de ocupação territorial de Maringá. Os proprietários de grandes áreas vão ter de dividir os territórios para transformá-los em lotes para construção de residências. Cerca de 130 donos dessas áreas já foram notificados pela prefeitura e terão um ano para protocolar o parcelamento compulsório dos terrenos e mais um ano para terminar de executar a divisão.

As grandes áreas existentes no perímetro urbanos de Maringá, como sítios e fazendas, são chamadas de áreas de contenção. São esses locais que a prefeitura quer que sejam transformadas em lotes. De acordo com o secretário, o principal motivo da revisão da ocupação territorial é a falta de terrenos para a construção de obras residenciais na cidade. "Os preços dos terrenos urbanos em Maringá são muito caros. É praticamente impossível encontrar um terreno na cidade por menos de R$ 40 mil, mesmo que seja na área mais distante do Centro. O nosso principal intuito é a redução dos preções desses lotes urbanos", explicou.

Boeira explicou que, atualmente, existem apenas 4,07% (5,56 quilômetros quadrados) de terrenos acessíveis para construção em Maringá, aproximadamente 8 mil lotes. As áreas de contenção, que correspondem a 16,17% do perímetro urbano da cidade (22,13 quilômetros quadrados), também seriam usadas para criação de mais 32 mil lotes de até 300 metros quadrados. "Isso ajudaria a promover uma redução de preços dos terrenos em Maringá e também contribuiria para construção das 2.900 casas do projeto Minha Casa Minha vida", afirmou.

Segundo o secretário, o programa do governo federal prevê a construção de 44 mil casas para o Paraná. "Com a porcentagem que cada cidade tem direito, Maringá ficaria responsável pela construção dessas 2.900 unidades", disse. "O programa visa atender principalmente os moradores que se encontram na classe D e C, com renda de até 10 salários mínimos."

Depois da reunião de segunda-feira, uma audiência pública deve ser marcada em até 45 dias para definir as novas regras do Plano Diretor. "Essa foi a primeira discussão para informar a sociedade e os maiores interessados sobre a revisão da ocupação territorial de Maringá", explicou o secretário. A reunião contou com a participação de centenas de pessoas que compareceram ao Plenário da Câmara.

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