A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) registrou cinco casos de gripe A na região de Maringá até esta quarta-feira (6), sendo um deles uma morte em Astorga (a 50 km de Maringá), no mês de março. No Paraná, a Sesa confirmou 36 casos no mesmo período. De acordo com os dados, a cidade com maior número de casos registrados foi Curitiba, com 13. Os demais registros são de Matinhos (quatro), Paranaguá (dois), Campo Largo (dois), Colombo (um), Fazenda Rio Grande (um), Pinhais (um), Piraquara (um), Ponta Grossa (um), São José dos Pinhais (um), Guarapuava (um), Pato Branco (um), Francisco Beltrão (um) e Tibagi (um).
Para o combate à doença, o governo do Estado estabeleceu, em 2010, o uso do medicamento antiviral mediante avaliação e critério médico para todos os casos de síndrome gripal, independente do fator de risco.
"Ainda há em estoque cerca de 500 mil tratamentos de Oseltamivir disponíveis no Estado. Ao menor sinal de qualquer sintoma, o paciente deve procurar a unidade básica de saúde mais próxima de sua casa", disse, por meio de nota, o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz.
O medicamento pode ser retirado gratuitamente na unidade de saúde mediante receita médica. Para a liberação, o médico deve preencher a receita em duas vias e o formulário disponível no site da Secretaria da Saúde.
Histórico
A primeira vez que o vírus influenza A (H1N1) foi identificado no Paraná foi em 2009, conforme informou a Sesa. No mesmo ano a Organização Mundial de Saúde decretou o início da pandemia, encerrada em agosto de 2010.
Em 2009, foram registrados 79.958 casos de gripe A, com 338 mortes. No ano seguinte foram 1.607 casos, com 19 mortes. Já no ano passado, dois casos foram confirmados e nenhuma morte foi registrada.
Vacina
Segundo a Sesa, a vacina é considerada outra aliada na proteção dos grupos de riscos contra a gripe, por isso o Ministério da Saúde ofertou a dose para idosos (com 60 anos ou mais), gestantes, crianças (de seis meses a menos de dois anos), indígenas e trabalhadores de unidades de saúde que fazem atendimento a casos de influenza.
De acordo com o Programa Estadual de Imunização 84% deste público-alvo recebeu a dose da vacina, de acordo com números da secretaria.
A melhor adesão à campanha no estado é da população indígena, que alcançou 100% de cobertura, seguido pelos trabalhadores de saúde com 99%. O Estado também vacinou 89% das crianças de seis meses a menores de dois anos. O índice de cobertura vacinal entre os idosos até agora foi de 83% e 72% das gestantes.



