Moradores de Paiçandu que viajam a Maringá para estudar ou trabalhar encaram uma rotina nada fácil. Todos os dias eles enfrentam ônibus lotados para chegar à cidade vizinha que fica apenas a 15 quilômetros. São horas perdidas dentro dos coletivos metropolitanos que circulam abarrotados de pessoas. Apenas os primeiros passageiros a chegar conseguem sentar num banco.
Ainda de madrugada, em cada parada, os ônibus vão enchendo mais. A usuária Bernardina Diocesano reclama da lotação. "Não tem jeito, todo dia é assim", disse. A estudante Aline Pereira tem a mesma opinião. "Ninguém merece. Mas temos que enfrentar porque não tem outra circular nesse horário", lamenta.
O total de passageiros permitido nos ônibus seria de 75 pessoas, mas o número é extrapolado e chega a ter mais de 100 pessoas, segundo usuários. Edmilson Ferreira Silva faz o mesmo trajeto todos os dias para trabalhar em Maringá. "Depois de passar o dia todo em pé, na volta para a casa é a mesma coisa", explica.



