Três amostras de botijões de gás de cozinha (GásLP), das marcas Liquigás, Nacional Gás e Minasgás, apresentaram peso abaixo do normal em uma fiscalização realizada em Maringá pelo Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem), órgão executor do Procon no Estado. Foram analisadas 13 amostras, em distribuidoras e revendedoras da cidade, até a última quarta-feira (20). As empresas têm dez dias para apresentar defesa.
O problema foi encontrado em botijões de 13 quilos. A maior diferença de peso esteve na amostra da companhia Nacional Gás, que pesava 12,870 kg. Os botijões da Liquigás pesaram 12,907 kg e os da Minasgás, 12,948 kg. O Ipem não divulga o nome das distribuidoras e revendedoras onde estavam os produtos, pois avalia que o problema tem origem no processo de envase dos botijões.
O Ipem fiscalizou outras quatro amostras dessas marcas (uma da Liquigás, uma da Minasgás e duas da Nacional Gás), que não apresentaram problemas. Também não houve irregularidades em amostras das marcas Supergasbrás (2), Ultragrás (2) e Copagaz (1).
Para fiscalizar os produtos, os técnicos do órgão pesagem do botijão cheio e descontam o peso dos vasilhames.
Explicações
A reportagem entrou em contato com as três empresas cujos produtos apresentaram irregularidades. A Liquigás explica que ainda não foi notificada oficialmente da autuação e por isso não vai se manifestar. A assessoria de imprensa da Nacional Gás não retornou o contato até as 20h45 e a Minasgás não foi localizada pela reportagem.
Depois de receber a autuação, as empresas têm até dez dias para apresentar a defesa prévia à Procuradoria Jurídica do Ipem. Elas devem justificar o motivo do erro, que será julgado e sujeito às penalidades legais cabíveis, como multa.
De acordo com o gerente de Pré-Medidos do Ipem, Sérgio Camargo, outra fiscalização do gênero deve acontecer entre agosto e setembro deste ano, em diversos municípios do estado.



