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Ler e pensar

Matemática que vai além do mito

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(Foto: Divulgação)

Foi durante uma conversa informal com os alunos do quinto ano da Escola Municipal Professor Joaquim Tramujas Filho, em Paranaguá, que a professora Elvira do Rocio Bezerra Geraldo, percebeu que a Matemática ainda era vista por muitos como uma disciplina difícil e de aplicação distante do cotidiano.

Disposta a desmistificar a fama de vilã da matéria, ela elaborou no ano passado um plano para provar que os números não ficam restritos à sala de aula.

“Quis mostrar que a matemática está em tudo, que o estigma que a acompanha é injusto e que não se vive sem ela. Bem decifrada, facilita a vida e cabe aos primeiros professores provar isso”, defende.

Jornal como ferramenta pedagógica

Para alcançar o objetivo, Elvira encontrou na Gazeta a melhor aliada. Por meio da leitura diária das notícias, mostrou aos estudantes que os números são onipresentes: aparecem em todas as páginas – seja na paginação ou como informações em textos, gráficos ou anúncios, por exemplo.

Todas as atividades do projeto batizado de “Matemática é Ler e Pensar” foram relacionadas à grade curricular da classe. “Fizemos desde pesquisas sobre os times dos alunos, até investigação nas ruas para saber o índice de moradores do bairro que separavam o lixo. De volta à escola, interpretamos os dados e produzimos gráficos e análises dos assuntos”, conta.

A disposição para aproximar a disciplina dos estudantes foi tamanha, que até o jardim da escola, com pneus adaptados para serem canteiros de flores, serviram para a compreensão de cálculos sobre círculos e circunferências.

A soma do amor

No total, foram 40 jovens do 5.º ano sensibilizados e, de acordo com a educadora, as transformações superaram expectativas. Alguns alunos mais retraídos, ao levarem as notícias para ler em casa, aproximaram-se dos pais.

Um deles, após algum tempo de trabalho, escreveu um bilhete reconhecendo que a “matemática está em tudo mesmo, até no amor”. Para a educadora, ele levou em conta a soma dos membros da família.

“Trabalhamos isso em sala e foi bonito perceber a aplicação feita na vida”, conclui Elvira, animada para repetir com uma nova turma, por mais um ano, os bons resultados vividos.

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