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Educação

MEC cria escola federal em Foz

Instituição vai oferecer cursos de pós-graduação e as aulas serão em português e espanhol

Multimídia | Reprodução/Globo
Multimídia (Foto: Reprodução/Globo)

Brasília – Foz do Iguaçu deve ser a sede do Instituto Mercosul de Estudos Avançados (Imea). A instituição oferecerá cursos de pós-graduação e pesquisa com temas relativos à integração dos países que fazem parte do bloco sul-americano. A proposta de criação será discutida amanhã pela manhã, na sede da usina de Itaipu.

Estarão reunidos representantes do Ministério da Educação (MEC), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação Araucária e da Itaipu Binacional. A decisão sobre o andamento da proposta será repassada ao presidente Lula, que à tarde inaugura duas novas turbinas da hidrelétrica (leia mais no caderno de Economia). Ele pode anunciar a criação do Imea durante a solenidade.

"Queremos contribuir com a melhoria da qualificação dos professores e estudantes dos estados que estão situados neste espaço", explica o coordenador do projeto e ex-reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Hélgio Trindade. Os cursos serão em nível de pós-graduação, mestrado, doutorado e pesquisas avançadas e interdisciplinares. O instituto trabalhará em parceria com universidades estaduais e federais, prioritariamente da Região Sul.

Ele será mantido e gerenciado pelo MEC, mas utilizará as instalações do Parque Tecnológico de Itaipu. O chefe da assessoria internacional do ministério, Alessandro Warley Candeas, explica que a idéia é formar uma geração de professores e universitários que pensem a integração do Mercosul. "Eles serão selecionados em toda a região com essa finalidade", diz.

As aulas serão obrigatoriamente em português e espanhol. Além disso, os diplomas de todos os cursos serão válidos para os territórios nacionais dos membros do bloco. Especificamente para a educação, a medida vale não apenas para Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela (membros plenos do Mercosul), como também para Bolívia, Chile, Colômbia e Equador.

A escolha de Foz do Iguaçu como sede deve-se à localização da cidade na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina e à existência do Parque Tecnológico de Itaipu. As boas condições das instalações devem exigir um investimento mínimo de recursos em infra-estrutura. Com isso, a maior parte dos gastos seria com bolsas de estudo, financiados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

Embora ainda não se saiba qual será a capacidade de alunos e professores inicial do Imea, nem exatamente os títulos que serão oferecidos, algumas áreas já teriam demanda concreta – como mecânica e meio ambiente. A entidade estaria aberta, no entanto, para abrigar cursos das áreas de ciências humanas e sociais, científico-tecnológicas, agrárias e ecológicas, de saúde e artísticas.

A idéia do instituto nasceu das discussões para a ampliação da rede de universidades do Brasil. O projeto foi adotado pelo ministro Fernando Haddad no primeiro semestre do ano passado. Depois, foi discutido com os ministros da Educação da Argentina, Daniel Filmus, e Paraguai, Blanca Ovelar de Duarte. O formato ganhou corpo em novembro do ano passado, dentro do Espaço Regional de Educação do Mercosul, concebido pela 31.ª Reunião de Ministros de Educação do Mercosul, em Belo Horizonte.

A meta do MEC é que o instituto seja uma experiência brasileira, inserida no projeto mais amplo do Espaço Regional. "É um primeiro pólo, uma contribuição, do que virá a ser o Espaço Comum de Educação Superior do Mercosul", ressalta Candeas.

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