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O crime na ofensiva

Medo paralisa São Paulo e polícia declara guerra ao PCC

São Paulo – Uma onda de pânico fez parar ontem a maior e mais rica cidade do país e espalhou medo pelo estado de São Paulo. No quarto dia de terror provocado pela facção criminosa PCC, diminuíram os atentados contra bases policiais, assassinatos e rebeliões, mas ganharam impulso ataques a ônibus, fóruns e agências bancárias. Pelo menos 18 agências e 8 fóruns foram atingidos no interior e na capital.

Parte da cidade de São Paulo já havia parado desde o início do dia devido à falta de ônibus (veja ao lado). Por volta do meio-dia, enquanto o governo do Estado garantia que a situação estava sob controle, o medo fazia escolas e universidades suspenderem as aulas.

O comandante-geral da Polícia Militar em São Paulo, coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges, admitiu que as forças de segurança do Estado estão "em guerra" contra o crime organizado e informou que será feita uma "operação de combate" hoje.

Até o fechamento desta edição, 81 pessoas tinham morrido em conseqüência das ações do PCC nos últimos quatro dias. O balanço da ofensiva aponta 180 ataques e 61 ônibus incendiados.

De acordo com o coronel Borges, mais de 140 carros das polícias Militar e Civil deixarão as bases nesta madrugada para atuar em bloqueios e em vistorias que pretendem prender os responsáveis pela onda de violência.

No fim da tarde, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo informou que restavam apenas duas unidades das 73 penitenciárias que estiveram em rebelião no estado.

O PCC age em reação à transferência de líderes da organização para a penitenciária 2 de Presidente Venceslau (a 620 km da capital), complexo de segurança máxima idealizado para abrigar os membros do PCC.

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