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Preservação

Em defesa das manchas verdes

 | Fotos: Andé Rodrigues/ Gazeta do Povo
(Foto: Fotos: Andé Rodrigues/ Gazeta do Povo)
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Depois que as paredes do antigo Hospital Psiquiátrico Bom Retiro vieram abaixo, em dezembro, a preocupação de ambientalistas e de moradores do entorno se voltou para impedir que o bosque do lugar tenha o mesmo destino. A mobilização, principalmente pela internet, pede que a área seja transformada em um bosque público ou em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural Municipal (RPPNM). A petição online registrava, até a noite de ontem, perto de duas mil assinaturas. A prefeitura e a incorporadora que comprou o terreno analisam o pedido. Terezinha Vareschi, presidente da Associação dos Protetores de Áreas Verdes de Curitiba e Região Metropolitana (Apave), lidera o movimento pela preservação do bosque do Bom Retiro. Em tese, a mancha verde do tamanho de três quadras já está sob a proteção da lei. O bosque tem mata nativa, árvores plantadas, nascentes e frequentemente saguis são avistados. A ideia do grupo é assegurar o que resta de áreas naturais no bosque e em outras áreas verdes da cidade. "O caminho é pelo diálogo e pela pressão popular", acredita.

No interior

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente diz que irá colocar em prática, ainda em 2013, o plano de implantação efetiva de duas novas unidades de conservação no Paraná: o Parque Estadual da Serra da Esperança, entre os municípios de Guarapuava, Prudentópolis e Turvo; e o Monumento Natural Salto São João, em Prudentópolis, ambos criados em 2010. A intenção é estruturá-los para receber visitantes. Está dentro dá área do Parque o salto São Francisco.

Nada de shopping

Eduardo Quiza, diretor de incorporações da Invespark, que comprou o terreno do antigo hospital psiquiátrico, conta que ainda não foi definido o que será feito na área. "Sabemos só que será uma ocupação residencial e comercial. Nada de shopping", diz. Mas ele relata que, desde o início das negociações, todos os projetos incluíam a preservação do bosque. Quiza conta que foi feito um estudo que mapeou todas as nascentes, árvores e demais espécies do bosque. A criação de uma RPPNM sempre esteve nos planos da Invespark, afirma, até porque a atitude ampliaria o potencial construtivo do terreno, que passaria a comportar uma edificação maior que a estipulada pelo zoneamento para a área. Alfredo Trindade, superintendente de Obras e Serviços da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, explica que para tornar a área pública, ela teria de ser desapropriada.

Novos parques?

Além de avaliar a possibilidade de criação do Bosque do Bom Retiro, a prefeitura de Curitiba irá estudar quais outros trechos preservados poderão ser transformados em unidades de conservação na capital. Alfredo Trindade, superintendente de Obras e Serviços da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, conta que há mais três parques em fase de implantação: o Vista Alegre/Mercês deve ter obras iniciadas em 2013. Já o Ananaí e o Guairacá, na região do rio Barigui, na Cidade Industrial, devem ser concluídos ainda neste ano.

Fresquinho

O mais recente parque de Curitiba foi inaugurado no dia 27 de dezembro. Mas a unidade de conservação ainda passa por obras para estar 100% pronta. O Parque Centenário da Imigração Japonesa (foto) tem 385 mil metros quadrados. Localizado à margem da Avenida das Torres, pode ser facilmente observado por quem faz o trajeto aeroporto Afonso Pena-Curitiba. Banhado pelo rio Iguaçu, o novo parque tem um centro de eventos como principal atração, além de lagos contornados por pista de caminhada.

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