Maringá - Uma menina de 2 anos morreu e a irmã dela está internada em estado grave depois que tomaram veneno usado para controle de insetos em hortas, na terça-feira, em Goioerê, Centro-Oeste do Paraná. A outra criança, de 1 ano, está na unidade de terapia intensiva do Hospital Universitário (HU) de Maringá e respira por aparelhos. Oo veneno estava dentro de uma garrafa de refrigerante.
A Polícia Civil de Goioerê instaurou inquérito para averiguar, mas por enquanto o caso está sendo tratado como acidental. "A princípio estamos tratando como acidente, mas, se verificarmos responsáveis, eles terão de responder por negligência", disse Maridília de Quadros, escrivã da Delegacia de Goioerê.
De acordo com a Polícia Civil, o envenenamento ocorreu por volta de 15 horas, na casa de uma vizinha. A mãe das meninas deixou as crianças aos cuidados da amiga e saiu. Na hora do acidente, as menores estariam na sala e teriam ido para outro quarto, onde o inseticida estava guardado. Outro irmão também estava na casa, mas não ingeriu o produto.
A mais velha começou a passar mal e foi levada para o pronto-socorro da cidade. Em seguida, foi encaminhada à Santa Casa de Goioerê, onde morreu. No momento em que a primeira menina estava sendo atendida, a caçula também foi levada para o hospital e, em seguida, para o HU de Maringá.
Os pais e a vizinha já foram ouvidos. Uma amostra do veneno foi enviada para o Instituto de Criminalística de Umuarama, que emitirá laudo em até 30 dias. Segundo o pediatra Juliano José Jorge, do HU, o estado da menina internada é muito grave e ela ainda corre risco de morrer.
Perigo
"Infelizmente esse é um erro que os adultos cometem com frequência, de guardar inseticidas e venenos em garrafas de refrigerante ou em potes que são atrativos para crianças", alerta o médico. "Elas não sabem o conteúdo e acabam ingerindo e tendo intoxicação."



