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Educação

Merenda obrigatória no ensino médio

No Paraná, estudantes já recebem comida nos colégios. Estado passará a contar com verba maior

Hora da merenda no Regente Feijó: só 30% dos alunos aproveitam a comida | Henry Milleo/Gazeta do Povo
Hora da merenda no Regente Feijó: só 30% dos alunos aproveitam a comida (Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo)

Na mesma semana em que o Ministério da Educação (MEC) anunciou que pretende tornar obrigatório o ensino médio, a Câmara dos Deputados decide aprovar o projeto de lei que estende o fornecimento de merenda escolar também para os 7 milhões de brasileiros que cursam o antigo segundo grau. A proposta foi aprovada pelos deputados na noite de quarta-feira, mas, para entrar em vigor, ainda precisa ser apreciada no Senado e sancionada pela presidência da República.

Na prática, a Secretaria de Estado da Educação afirma que nada vai mudar para os 416 mil estudantes do ensino médio no Paraná. A administração estadual assegura que já fornece merenda para todos os alunos. A novidade é que deve receber mais recursos do governo federal para ajudar a custear as despesas.

A coordenadora do Programa Estadual de Alimentação Escolar, Márcia Cristina Stolarski, conta que a merenda sempre foi oferecida para os estudantes do ensino médio principalmente porque, nas escolas, seria inviável, além de injusto, diferenciar os alunos que poderiam se servir e os que não poderiam receber comida.

Ela relata também que o governo estadual, há muito tempo, percebeu que a alimentação é um atrativo para manter o estudante da escola, além de colaborar na saúde de crianças e adolescentes. O governo federal repassa R$ 0,22 por refeição por aluno, mas o Paraná suplementa a verba, e gasta R$ 0,28.

No colégio estadual Regente Feijó, os estudantes do ensino médio recebem merenda por meio de um convênio com a prefeitura de Ponta Grossa. No turno da manhã, as refeições são servidas às segundas, quartas e sextas-feiras. À tarde e à noite, há merenda em todos os dias letivos.

Mas nem todos os estudantes aproveitam a oportunidade. Cleozy Santos, diretora auxiliar, relata que aproximadamente 30% dos alunos freqüentam o refeitório. Os demais optam por trazer alimentação de casa ou comprar lanche na cantina. Michele Baptista, 16 anos, conta que não come a merenda porque não gosta. Ela traz bolacha recheada e, às vezes, compra um salgado na cantina. Já Jeferson Gonçalves, 18 anos, sempre pega a merenda. "Como porque estou com fome e porque o lanche é bom", diz. As colegas Jéssica Rombach, 14 anos, e Débora Donati, 15, adoram quando o cardápio é chá com bolacha de leite. Elas só recorrem à cantina nos dias em que são servidos canjica ou arroz-doce. "Aí fazemos uma ‘vaquinha’ e dividimos o lanche", contam.

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