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VIOLÊNCIA

Modelo é assassinada dentro de casa

Acusado pela morte de Agda Rocha é preso no mesmo dia do crime e confessa após cair em contradição

Agda Rocha: exames indicaram que houve crime sexual | Divulgação
Agda Rocha: exames indicaram que houve crime sexual (Foto: Divulgação)

Uma modelo de 21 anos foi encontrada morta dentro de casa na manhã de ontem, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Ela apresentava diversas lesões nos braços, nas pernas e um hematoma de grandes proporções na face – que pode ter levado a vítima ao óbito. O suspeito do crime foi preso no final da tarde de ontem. Jean Carlos Oliveira Pinto, 23 anos, teve a prisão em flagrante decretada por homicídio qualificado. Ele trabalha em um estabelecimento comercial da cidade e também é professor de dança.De acordo com o delegado Leonardo Carneiro, o acusado teria sido encaminhado à delegacia inicialmente como testemunha, mas teria caído em contradição durante o depoimento. "Ele se contradisse e acabou confessando o crime. Eles estavam em um bar e ele teria levado a vítima para casa de carro. Depois retornou à residência, arrombou a porta e cometeu o assassinato", explica o delegado.

Em sua defesa, Jean Carlos diz que os fatos não foram como os descritos pelo delegado. "Estávamos bêbados e fomos transar. Na hora da relação ela sufocou e morreu."

Foi a mãe de Agda quem a encontrou morta na cama. Segundo a Polícia Militar, havia sangue na região da cintura, o que pode indicar que ela também foi violentada sexualmente. "Estamos aguardando o exame do Instituto Médico Legal (IML) para saber se houve estupro", afirma Carneiro.

Quando a mãe da vítima chegou em casa por volta das 9h30, viu a porta da residência arrombada. "A porta estava aberta e a casa revirada. Isso indica que houve briga no local. A vítima estava morta e com a blusa levantada até a altura dos seios", afirma o sargento Andrade, da Polícia Militar.

Asfixia

Conforme a PM, o autor do homicídio roubou apenas o telefone celular da vítima. "Ele fez isso para simular um assalto. A gente entrou em contato com as pessoas que tiveram contato recente com ela. Dentre essas pessoas, estava o acusado", comenta o sargento da PM.

Segundo informações preliminares do Instituto de Cri­mi­­nalística, não é possível afirmar exatamente como a modelo foi morta. A principal suspeita é de que ela tenha sido morta por asfixia. "Possivelmente terão que ser realizados exames toxicológicos para termos a causa precisa da morte", salienta o perito Daniel Kaviski. Conforme ele, Agda morreu por volta das 2 horas da madrugada de ontem.

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